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Postado em: 24/08/2020 - 14:43 Última atualização: 24/08/2020 - 17:13
Por: Márcio Rosa - Portal Imbiara

Polícia pede prorrogação da prisão temporária de presos da segunda fase da Malebolge em Araxá

Acusados foram presos suspeitas de forjar notas fiscais de prestação de serviços de transportes prestados à Prefeitura de Araxá

Sede da Delegacia Regional de Polícia Civil em Araxá. Foto: Portal Imbiara

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) pediu junto ao Ministério Público e ao poder Judiciário, a prorrogação da prisão temporária das duas pessoas que foram presas na última quinta-feira (20), na segunda fase da operação “Malebolge”. 

O filho do casal proprietário da empresa de transporte investigada na primeira fase da ação policial e um contador são suspeitos de forjar notas fiscais de prestação de serviços de transportes prestados à Prefeitura de Araxá e de transferência irregular de recursos entre a empresa investigada e outra empresa. Segundo a Polícia Civil, os documentos de contabilidade da empresa investigada eram adulterados. A decisão da prorrogação ou da soltura dos acusados é definida pelo Judiciário.

A operação “Malebolge”, que investiga o desvio de recursos públicos estimados em mais de R$ 5 milhões em contratos de uma empresa de transporte com a Prefeitura de Araxá, teve sua segunda fase desencadeada pela Polícia Civil na quinta-feira (20).  Duas pessoas foram presas nessa segunda fase e buscas e apreensões foram feitas em três imóveis na cidade.
Nessa segunda fase da operação, alguns documentos buscados foram encontrados na Prefeitura de Araxá e na casa de um dos investigados.

Operação Malebolge:

Na primeira fase, a Polícia Civil indiciou cinco pessoas presas na operação "Malebolge" por peculato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa, sendo duas delas apontadas como líderes do grupo. Os indiciados podem ser condenados a uma pena de até 71 anos de prisão.

Os presos indiciados na operação são os ex-servidores da Prefeitura de Araxá Lucimary de Fátima da Silva Ávila, Leovander Gomes de Ávila, Zeceli Campos Ribeiro e o casal proprietário da empresa.

O delegado Renato Alcino Vieira, responsável pela operação, afirmou que os indiciados faziam parte de uma organização criminosa que interferia e corrompia os processos de licitação de serviços de transportes contratados pela Prefeitura da cidade.

A Polícia Civil ouviu também o depoimento de dois empresários, funcionários e ex-funcionários da prefeitura, além de dois ex-prefeitos da cidade. Todos foram ouvidos na investigação da venda de imóveis por meio de contrato de gaveta (sem registro em cartório) na operação.