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Postado em: 28/07/2026 - 16:49 Última atualização: 28/07/2026 - 16:50
Por: Caio César - Portal Imbiara

Polícia Civil fecha laboratório de cocaína que poderia movimentar mais de R$ 900 mil em Araxá

Droga apreendida foi avaliada em cerca de R$ 300 mil, mas valor poderia triplicar após o processo de refino e mistura

Polícia Civil apreendeu pasta base de cocaína, equipamentos e embalagens utilizadas no tráfico durante operação no bairro Pão de Açúcar. Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desmantelou um laboratório de refino de cocaína em Araxá na noite desta segunda-feira (27). A ação foi realizada pela Delegacia de Narcóticos e Homicídios da 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil e resultou na prisão em flagrante de um homem de 25 anos pelo crime de tráfico de drogas. Segundo a Polícia Civil, a carga apreendida está avaliada em aproximadamente R$ 300 mil. No entanto, após o processo de mistura com outras substâncias, prática comum no tráfico, o valor comercial da droga pode triplicar, ultrapassando R$ 900 mil.

Durante a operação, foram apreendidos mais de 3 quilos de pasta base de cocaína, uma empacotadeira a vácuo utilizada para acondicionar o entorpecente, uma máquina empregada para retirar a umidade da droga e centenas de invólucros destinados ao seu acondicionamento.

A operação ocorreu em um imóvel localizado no bairro Pão de Açúcar, onde os investigadores localizaram um laboratório utilizado para o refino e o preparo da droga para comercialização.

De acordo com a Polícia Civil, as diligências se estenderam por cerca de dois meses e culminaram na operação realizada na noite de segunda-feira (27). A investigação é considerada qualificada e teve como foco o combate ao tráfico de drogas em Araxá.

Uma empacotadeira a vácuo utilizada para acondicionar o entorpecente e uma máquina empregada para retirar a umidade da droga foram encontrados. Foto: Polícia Civil

O suspeito foi preso em flagrante pelo crime previsto no artigo 33 da Lei nº 11.343/2006, que trata do tráfico ilícito de entorpecentes. Durante o interrogatório, ele exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio. Cinco pessoas foram ouvidas durante a investigação.

O procedimento investigativo ainda não foi concluído e segue em andamento para identificar possíveis outros envolvidos e aprofundar as apurações.

A operação contou com a participação de seis policiais civis e foi coordenada pelo delegado Jeferson Leal da Silva, responsável pela Delegacia de Narcóticos de Araxá, com apoio da equipe da unidade e supervisão do delegado regional Valter André Biscaro Salviano. Também participaram da ação o escrivão Nelson Tuzani e os investigadores Júlio Cézar Emiliano de Almeida, Rodolfo Xavier, Arthur Teixeira dos Santos e Douglas Santana da Silveira.