BEM BRASIL
BEM BRASIL
senac
senac
Postado em: 12/06/2026 - 08:54 Última atualização: 12/06/2026
Por: Alex Sander Xexéu - Portal Imbiara

Copasa é indiciada após vazamento de esgoto atingir o Córrego da Galinha em Araxá

Perícia identificou dois pontos de vazamento em adutoras do sistema de esgoto

Perícia da Polícia Civil identificou dois pontos de vazamento de esgoto doméstico em área de preservação permanente no bairro Santa Rita, em Araxá. Foto: Polícia Civil de Araxá

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu um inquérito que apurou um caso de poluição ambiental em Araxá e indiciou a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) por supostos crimes ambientais. A investigação teve início após uma denúncia recebida pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente relatando o lançamento irregular de esgoto em uma área de preservação permanente localizada no bairro Santa Rita, na região final da Rua Urciano Lemos.

Após tomar conhecimento dos fatos, a equipe da Delegacia de Meio Ambiente realizou diligências no local e constatou o derramamento de esgoto doméstico in natura, sem qualquer tipo de tratamento, diretamente sobre o solo e em direção ao Córrego da Galinha.

De acordo com a Polícia Civil, uma perícia técnica identificou dois pontos de vazamento provenientes de adutoras do sistema de esgotamento sanitário. Os vazamentos teriam provocado o acúmulo de esgoto em solo permeável, formando duas lagoas, sendo uma delas com aproximadamente 200 metros quadrados de área superficial.

Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou a Copasa pelos crimes previstos no artigo 54 da Lei Federal nº 9.605/1998, que trata dos crimes ambientais, e no artigo 15 da Lei nº 6.938/1981, referente à Política Nacional do Meio Ambiente.

Durante a apuração, a concessionária apresentou manifestação por escrito informando que uma equipe técnica esteve no local para acompanhar os trabalhos e adotar medidas para solucionar o problema. A empresa alegou que o extravasamento teria sido causado pelo descarte inadequado de materiais na rede coletora de esgoto, como buchas, fraldas descartáveis, restos de tecidos, absorventes higiênicos, lixo e outros resíduos sólidos, o que teria provocado o entupimento das tubulações.

Segundo a Polícia Civil, a legislação brasileira permite a responsabilização e o indiciamento de pessoas jurídicas em casos de crimes ambientais, motivo pelo qual a concessionária foi formalmente indiciada ao término das investigações.