BEM BRASIL
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Postado em: 14/11/2025 - 17:04 Última atualização: 15/11/2025 - 07:27
Por: Caio César/Carlos Nunes - Portal Imbiara

Novo reforça a importância da pré-candidatura de Romeu Zema para disputa presidencial de 2026

Presidente do Novo diz que ambiente eleitoral favorece o governador mineiro e compara 2026 ao cenário que levou Zema ao poder em 2018

Laguna afirmou que deputados federais e estaduais de outros estados já manifestaram alinhamento à pré-candidatura de Zema. Fotos: Caio César e Arquivo/Portal Imbiara

O presidente estadual do Partido Novo, Christoffer Laguna, avaliou o cenário político nacional e reforçou a importância da pré-candidatura do governador Romeu Zema (Novo) à Presidência da República nas eleições de 2026. Durante entrevista concedida à Rádio Imbiara 91,5 FM, Laguna afirmou que o lançamento antecipado do nome de Zema ocorreu após o partido perceber “um cenário muito importante para o Brasil” e enxergar no governador um perfil de gestor capaz de se destacar em meio à polarização entre direita e esquerda.

Segundo Laguna, o encontro nacional do Novo, realizado recentemente em São Paulo, consolidou a intenção da legenda de disputar o Palácio do Planalto. “O trabalho do Romeu Zema nesses seis anos é muito importante, o que o coloca como um presidenciável”, disse. Ele comparou o ambiente atual ao de 2018, quando Zema venceu a disputa estadual em sua primeira eleição.

Direita com vários nomes e esquerda concentrada em Lula

Ao comentar o cenário eleitoral, Laguna destacou que a esquerda tem hoje apenas o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto o campo da direita reúne várias possibilidades, como os governadores Ratinho Junior (Paraná), Tarcísio de Freitas (São Paulo), Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).

Para Laguna, a existência de múltiplos candidatos da direita não enfraquece o bloco, mas amplia o alcance regional na primeira etapa do pleito. “No Brasil é muito difícil ganhar em primeiro turno. Então, é preferível que cada governador vá à disputa e traga consigo o sentimento do seu estado. No segundo turno, todos estarão juntos”, afirmou, dizendo esperar que Zema seja o nome dessa união.

Zema como vice de Tarcísio? Novo descarta perda de protagonismo

Sobre especulações envolvendo uma possível chapa Tarcísio–Zema, Laguna afirmou que a cogitação de Zema como vice é um sinal de reconhecimento, mas defendeu que Minas Gerais deve protagonizar a disputa.

Ele argumentou que Tarcísio deixaria um vácuo em São Paulo, estado considerado estratégico para o desenvolvimento econômico, e frisou que Zema reúne entregas concretas em um território que enfrentava graves problemas financeiros. “Minas estava quebrada, tinha folha atrasada, 13º parcelado. Hoje, tudo está em dia. Isso mostra que Minas tem condições de ter um presidente”, afirmou.


O presidente estadual do Partido Novo, Christoffer Laguna com Carlos Nunes e Natália Fernandes, apresentadores do programa Imbiara Notícias, da Rádio Imbiara 91,5 FM. Foto: Caio César/Portal Imbiara

Desafios no Nordeste e comparação de resultados

Questionado sobre a força da esquerda no Nordeste, Laguna disse que a prioridade será tornar Zema mais conhecido, destacando resultados do governo mineiro, especialmente no Norte de Minas. Ele comparou ações estaduais com promessas federais não cumpridas.

“O nordestino vai olhar o que o Zema fez pelo Norte de Minas. Programas sociais não tiraram ninguém da pobreza. Já em Minas, conseguimos levar água, saneamento, energia e atração de indústrias”, afirmou.

Dívida de Minas com a União

Laguna também rebateu críticas sobre a condução da dívida estadual com a União. Ele disse que o passivo não foi criado pelo governo Zema e que as parcelas vêm sendo pagas regularmente — cerca de R$ 400 a R$ 500 milhões por mês, segundo ele, “quase tudo juros”.

O dirigente citou ainda que, desde 2019, Minas já teria pago mais de R$ 12 bilhões, conforme números apresentados na entrevista. “Estamos trabalhando para resolver, e quando essa dívida for quitada, o Estado terá R$ 500 milhões por mês para investir”, afirmou.

Articulação política de Zema

Sobre críticas de que Zema seria um gestor técnico com pouca habilidade política, Laguna afirmou que o governador superou esse desafio e hoje conta com maioria sólida na Assembleia Legislativa. “Temos 52 dos 77 deputados votando com o governo. Como dizer que ele não sabe fazer política?”, questionou.

Laguna também destacou que mais de 600 prefeitos apoiaram Zema na última eleição e que deputados federais e estaduais de outros estados já manifestaram alinhamento à pré-candidatura.