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Postado em: 03/09/2025 - 08:12 Última atualização: 03/09/2025 - 11:24
Por: Manoelita Chagas - Portal Imbiara

TCE multa prefeito de Araxá em R$ 5 mil, mas decisão cabe recurso

Decisão envolve convênio do Projeto Mãos Dadas; Prefeitura afirma que seguiu a lei

Apesar da multa, a Prefeitura afirma que cumpriu a lei e que vai recorrer da decisão. Foto: Arquivo Portal Imbiara

O prefeito de Araxá, Rubens Magela da Silva, recebeu uma multa de R$ 5 mil do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). A decisão foi tomada nesta terça-feira (2) e está ligada à adesão do município ao Projeto Mãos Dadas, criado pelo Governo de Minas para transferir para os municípios a responsabilidade pelos anos iniciais do ensino fundamental.

Segundo o Tribunal, ao firmar o convênio com o Estado, a Prefeitura teria criado uma despesa obrigatória sem apresentar o cálculo de impacto financeiro, como manda a Lei de Responsabilidade Fiscal. O caso foi analisado pelo conselheiro em exercício Adonias Monteiro, que considerou parcialmente procedente uma representação apresentada pela ex-vereadora Leni Nobre de Oliveira, sobre possíveis irregularidades na gestão municipal durante o mandato de 2021 a 2024.

Na prática, a decisão do TCE-MG determina que, daqui para frente, a Prefeitura inclua de forma clara no orçamento municipal os recursos destinados ao Mãos Dadas. Esse projeto já levou a Araxá, por exemplo, a assumir novas turmas da rede estadual e, em contrapartida, receber do governo estadual investimentos em infraestrutura escolar. A cidade inaugurou dois novos Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis) em parceria com o Estado, com a presença do vice-governador de Minas Gerais.

Apesar da multa, a Prefeitura afirma que cumpriu a lei e que vai recorrer da decisão. Em nota oficial, disse que “a deliberação comporta recurso, o qual será oportunamente manejado pelo prefeito, com o objetivo de demonstrar o efetivo atendimento à legislação vigente”.

O recurso ainda não tem prazo definido, e o desfecho final ficará a cargo do TCE-MG. A decisão deverá indicar de forma definitiva se houve irregularidade na adesão do município ao Projeto Mãos Dadas e como os recursos públicos deverão ser previstos nas próximas leis orçamentárias.