José Vitor, filho do ex-assessor Ricardo Beleza, da Secretaria de Agricultura de Araxá, foi ouvido como testemunha
Na tarde desta quinta-feira (24) José Vitor Marcelino Cardoso, filho do ex-assessor da Secretaria de Agricultura Ricardo Verçosa Cardoso, foi chamado como testemunha na CPI que investiga irregularidades na Secretaria de Agricultura de Araxá. José Vitor trabalhava como operador de máquinas em um equipamento que está no nome da sua avó, mãe de Ricardo.
O operador afirmou que foi ouvido na Polícia Civil durante a “Operação Ourímetro” que investigou a Secretaria de Agricultura, segundo ele na condição de testemunha, quando questionado quais os fatos o levaram a ser ouvido na delegacia José Vitor se manteve em silêncio.
José Vitor afirmou que era operador de máquina na empresa do Luciano conhecido como “carequinha” que prestava serviço para a Prefeitura, segundo o interrogado a máquina que ele operava era de propriedade de sua avó, mãe do ex- servidor da Prefeitura Ricardo Beleza que também foi ouvido anteriormente pela CPI e afirmou que sua mãe tinha uma máquina que prestava serviço através do contrato do Luciano com o Cimpla.
Questionado quando começou a trabalhar com a máquina. “Eu lembro que comecei no final de fevereiro, início de março de 2022”, afirmou. “Quando começou as investigações que as máquinas pararam todas”, disse José Vitor, sobre quando foi o final dos trabalhos realizados por ele.
Vitor ainda informou que não tinha conhecimento como eram feitos os pagamentos entre a Prefeitura e o Cimpla, que quando a máquina estragava ele mesmo arrumava. Afirmou que do seu conhecimento a máquina que ele trabalhava nunca abasteceu no pátio ou no comboio da Prefeitura. Ainda disse que as máquinas ficavam paradas apenas quando chovia bastante.
Disse que os levantamentos das horas trabalhadas eram feitos semanalmente e que encaminhava fotos para o Luciano ao final do serviço diariamente. Questionado, respondeu que não tinha mais as fotos em seu celular e que também não repassou para a Polícia.
“O que eu sei é que a máquina é da minha avó, ela comprou para eu poder estar trabalhando, aí ela falou que eu ia trabalhar na máquina e comecei a trabalhar com o Carequinha”, ressaltou ainda quando questionado que não sabe como a avó pagou pela máquina.
Sobre o pai dele ter feito relatórios de horas trabalhadas da máquina, José Vitor diz que não se recorda,
No depoimento de Ricardo Beleza ele afirmou que quando o caminhão estragava ou parava o operador deixava a máquina ligada para o horímetro rodar e assim não perder o dia de pagamento. Segundo José Vitor, com a máquina que ele operava isso nunca aconteceu.
Acompanhe a oitiva de José Vitor Marcelino Cardoso na íntegra:
https://www.youtube.com/watch?v=8tiQc3q3UG4
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