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Postado em: 30/04/2021 - 11:06 Última atualização: 30/04/2021 - 16:36
Por: Felipe Madeira - Portal Imbiara

Esgotamento de profissionais é o maior problema da Santa Casa de Araxá

O problema foi exposto pelo diretor da Santa Casa durante audiência pública na Câmara Municipal

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

“Hoje o maior problema nosso é a falta do profissional”. A afirmação foi feita pelo diretor da Santa Casa, Marco Aurélio Arantes, durante audiência pública para prestação de contas da entidade. O esgotamento de profissionais foi exposto após ser questionado a respeito da possibilidade do aumento no número de leitos, bem como da expansão de atendimento.

“No início da pandemia se falou muito na questão da falta dos respiradores, né? Até então naquele momento não havia ainda um cansaço e um estresse muito grande dos profissionais”, conta Marco Aurélio, explicando a inversão do cenário em meio ao colapso do sistema de saúde.

No plenário Marco Aurélio expõe como tem sido o trabalho da Santa Casa (Foto: Gustavo Freitas/CMU) 

Segundo o diretor, tem sido difícil manter e contratar os profissionais que atuam na linha de frente de combate ao Covid-19. Marco Aurélio explicou que após a ampliação dos últimos 10 leitos na Santa Casa, durante duas semanas chegou a receber 10 pedidos de desistência. “Teve momentos que você contrata em um dia e no outro o profissional de enfermagem quando entra no CTI fala ‘isso não é pra mim’”, lembra.

Sem profissionais para atendimento, de pouco adianta o investimento em novos leitos ou em equipamentos. Ainda na tribuna, Marco reafirmou ter a estrutura, mesmo que não tenha 100% dos equipamentos a disposição a todo momento. “A questão hoje é que não conseguimos fechar a todo momento a escala de enfermagem e médica para o CTI com o aumento dos 10 leitos", avaliou.

Durante audiência o direto esclareceu diversas questões sobra o trabalho da entidade (Foto: Gustavo Freitas/CMU) 

O diretor ainda esclareceu parâmetros sobre a dificuldade de comprar medicamentos para o tratamento e intubação de pacientes. Ele afirmou que a retenção dos mesmos pelo Governo Federal, afetou na capacidade de compra por parte dos hospitais. Quando disponíveis, os mesmos chegam a custar 14.000% mais caro com condições de pagamento pouco favoráveis.