Instituto mantém cerca de 400 idosos em projeto específico e oferece aproximadamente 30 atividades voltadas à cultura, saúde, inclusão e convivência social em Araxá
O Instituto Movart atende atualmente cerca de 725 pessoas em Araxá com atividades voltadas à cultura, saúde, educação, inclusão e convivência social. O trabalho foi apresentado no programa Vida Ativa 60+, da Rádio Imbiara 91,5 FM, nesta quarta-feira (9), durante entrevista com a presidente da instituição, Wanêssa Borges, e a professora de artesanato Donata Aparecida.
A história do Movart começou há cerca de 10 anos, a partir de um grupo artístico voltado à dança em cadeira de rodas. A iniciativa foi pioneira em Minas Gerais na dança de alto rendimento para pessoas com deficiência e, posteriormente, passou a incorporar outras atividades diante das necessidades identificadas entre os participantes e seus familiares.
Segundo Wanêssa Borges, o trabalho foi crescendo a partir das demandas apresentadas pelas próprias famílias. Além da dança, foram incorporados atendimentos psicológicos, reforço escolar, atividades manuais e outras ações. Atualmente, o instituto reúne aproximadamente 30 atividades para diferentes públicos.
Entre as iniciativas estão artes visuais, artes plásticas, circo, desenho artístico, braile, violão, canto, musicalização, dança, fisioterapia, artesanato, alongamento, ginástica terapêutica, Pilates e musculação.





Instituto mantém cerca de 400 idosos em projeto específico e oferece aproximadamente 30 atividades voltadas à cultura, saúde, inclusão e convivência social em Araxá. Fotos: Arquivo Portal
Movart 60+ atende cerca de 400 idosos
Entre os projetos desenvolvidos está o Movart 60+, financiado pelo Fundo Municipal do Idoso. A iniciativa tinha como meta inicial atender 350 pessoas, mas já alcançou aproximadamente 400 idosos.
As atividades são voltadas à promoção da qualidade de vida, socialização, autonomia e prevenção. Para Donata Aparecida, que atua no instituto desde 2018, o artesanato, por exemplo, não representa apenas uma atividade manual.
Segundo ela, o trabalho também contribui para a saúde mental e para a criação de vínculos entre os participantes. Muitos idosos atendidos vivem sozinhos ou têm familiares que moram distante, fazendo com que o espaço se torne também um ambiente de convivência.
O relacionamento com as famílias é outro aspecto presente na rotina. Filhos e parentes acompanham a participação dos idosos e, em alguns casos, procuram os profissionais para saber como eles estão.
Atividades para diferentes idades
Embora o Movart 60+ seja destinado ao público com 60 anos ou mais, o instituto também oferece atividades para outras faixas etárias.
Alongamento e ginástica terapêutica, por exemplo, possuem ações abertas a diferentes públicos. O instituto também oferece atividades para crianças e adolescentes, incluindo desenho, artes, circo, música e outras iniciativas.
Algumas atividades, como Pilates e musculação, possuem vagas gratuitas por meio dos projetos. Para quem não está incluído nas vagas financiadas, o instituto cobra uma contribuição de R$ 80 para uma aula semanal ou R$ 150 para duas aulas por semana, como forma de ajudar na manutenção dos serviços.
Segundo Vanessa, pessoas em situação de vulnerabilidade social podem passar por avaliação da assistência social para verificar a possibilidade de atendimento gratuito.
Acessibilidade e população da zona rural
A atuação do Movart também envolve a defesa de políticas públicas voltadas à acessibilidade e aos direitos das pessoas idosas e com deficiência.
Durante a entrevista, Vanessa destacou a necessidade de ampliar estruturas como rampas, sinalização sonora, pontos de ônibus adequados e equipamentos culturais acessíveis.
Outro desafio está no deslocamento de moradores da zona rural. O instituto recebe participantes de localidades como Itaipu e Boca da Mata, além de outras comunidades e propriedades rurais.
De acordo com Wanêssa Borges, moradores de Itaipu conseguem participar atualmente das atividades presencialmente apenas às quartas-feiras devido à falta de transporte disponível em outros dias.
A situação foi apontada como um dos obstáculos para ampliar a participação desse público nas atividades oferecidas pelo instituto.
Cultura, saúde e convivência
O Movart trabalha com a integração de diferentes áreas. As atividades culturais são utilizadas como ferramentas de inclusão, promoção da saúde, educação e convivência.
O instituto também mantém uma horta comunitária e um pomar, com participação dos próprios idosos no cultivo. A proposta é estimular a interação e fazer com que os participantes tenham um espaço de convivência além das atividades tradicionais.
A instituição também oferece estrutura para atividades físicas e de reabilitação. Segundo Wanêssa Borges, mais de 300 pessoas já passaram por atendimentos de fisioterapia realizados pelo instituto.
Para a presidente, o trabalho busca contribuir para que idosos e pessoas com deficiência tenham acesso a atividades que ajudem na autonomia, na socialização e na qualidade de vida.
A sede atual, localizada na Avenida Antônio Carlos, foi escolhida também pensando na acessibilidade e na possibilidade de concentrar um número maior de atividades. O espaço conta com salas para os diferentes projetos e equipamentos utilizados pelos participantes.
O Movart mantém suas ações por meio de projetos aprovados em fundos públicos, leis de incentivo e outras formas de apoio. A instituição também busca criar alternativas de sustentabilidade para garantir a continuidade dos atendimentos.
O objetivo, segundo Wanêssa Borges, é manter o espaço como uma referência de inclusão e participação social, oferecendo atividades para crianças, adolescentes, pessoas com deficiência, adultos e principalmente para a população idosa de Araxá e da zona rural.