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Postado em: 13/07/2026 - 14:12 Última atualização: 13/07/2026
Por: Caio César/Rogério Farah - Portal Imbiara

Campanha Julho Amarelo procura combater as hepatites virais

Vacinação e diagnóstico precoce podem salvar milhares de vidas

Neste mês de conscientização, a melhor decisão é procurar uma unidade de saúde e verificar sua situação vacinal. Foto gerada por IA

O mês de julho é marcado pela campanha Julho Amarelo, instituída pela Lei nº 13.802/2019, com o objetivo de conscientizar a população sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento das hepatites virais. A mobilização tem como ponto alto o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho, reforçando a importância da vacinação, da testagem e do acesso aos serviços de saúde. Como essas doenças costumam evoluir silenciosamente, muitas pessoas descobrem a infecção apenas quando o fígado já apresenta danos importantes.

As hepatites virais são inflamações do fígado causadas, principalmente, pelos vírus dos tipos A, B, C, D e E, conforme informativos técnicos da área de saúde. Segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025, do Ministério da Saúde, entre 2000 e 2024 foram registrados mais de 880 mil casos confirmados dessas infecções no Brasil, demonstrando que elas continuam representando um importante desafio para a saúde pública. No mesmo período, também foram identificados 49.999 óbitos em que as hepatites figuraram como causa básica da morte e 45.959 óbitos como causa associada, sendo a hepatite C responsável por cerca de 75% dessas mortes, seguida pela hepatite B.

Não é diferente em Minas Gerais, onde os números igualmente exigem atenção. O estado mineiro permanece entre aqueles com maior número de notificações e de mortes relacionadas às hepatites virais, especialmente pelos vírus B e C, em razão da elevada população e da ampla rede de diagnóstico. Dados oficiais do Ministério da Saúde apontam que, entre 2000 e 2024, foram registrados em Minas Gerais 113 óbitos relacionados à hepatite A, 1.659 à hepatite B, 3.593 à hepatite C e 52 à hepatite D, evidenciando que a prevenção continua sendo a principal estratégia para reduzir esses índices.

Embora os dados consolidados entre 2025 e 2026 ainda estejam em processamento pelos sistemas nacionais de vigilância epidemiológica, o Ministério da Saúde informa que o monitoramento permanece contínuo e demonstra a necessidade de ampliar a cobertura vacinal e a realização de testes rápidos em todo o país. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente testes para hepatites B e C, além da vacinação contra as hepatites A (para os públicos definidos pelo Programa Nacional de Imunizações) e B, disponível para toda a população não imunizada. O tratamento também é disponibilizado gratuitamente pelo SUS, aumentando significativamente as chances de cura, especialmente nos casos de hepatite C diagnosticados precocemente.

Como prevenir as hepatites virais

- Vacine-se contra as hepatites A e B, conforme a indicação do SUS.

- Faça o teste rápido, especialmente se houve exposição a fatores de risco ou se você nunca realizou o exame.

- Utilize preservativos em todas as relações sexuais.

- Não compartilhe seringas, agulhas, alicates de unha, lâminas de barbear ou qualquer objeto perfurocortante.

- Lave corretamente as mãos e higienize alimentos e água, medida fundamental para prevenir a hepatite A.

- Procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) diante de sintomas como pele amarelada, urina escura, cansaço intenso ou dor abdominal, lembrando que muitas pessoas podem estar infectadas mesmo sem apresentar sinais da doença.

A campanha Julho Amarelo lembra que prevenir continua sendo muito mais simples, seguro e eficaz do que tratar as complicações decorrentes da doença. A vacinação, a testagem e o acompanhamento médico representam instrumentos fundamentais para evitar casos de cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado, preservando vidas e reduzindo a transmissão das hepatites virais. Neste mês de conscientização, a melhor decisão é procurar uma unidade de saúde, verificar sua situação vacinal e incentivar familiares e amigos a fazerem o mesmo, contribuindo para um Brasil e uma Minas Gerais cada vez mais protegidos contra essas enfermidades.