Especialistas reforçam a importância da imunização logo após o nascimento e alertam para o aumento dos casos no país
A tuberculose continua sendo um importante desafio para a saúde pública no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, o país registrou 85.936 novos casos da doença em 2024, o maior número dos últimos anos. Diante desse cenário, especialistas destacam a importância da vacina BCG, aplicada logo após o nascimento, para proteger os bebês contra as formas mais graves da enfermidade.
Celebrado em 1º de julho, o Dia da Vacina BCG reforça a necessidade de manter a imunização em dia. A vacina é indicada para recém-nascidos e oferece elevada proteção contra complicações como a tuberculose miliar e a meningite tuberculosa, que podem ser fatais na infância.
Embora a BCG não impeça totalmente a infecção nem proteja de forma consistente contra a tuberculose pulmonar em adolescentes e adultos, ela reduz significativamente o risco das formas graves da doença nos primeiros anos de vida. De acordo com especialistas, a proteção chega a cerca de 90% contra as manifestações mais severas.
A tuberculose é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis e é transmitida pelo ar quando uma pessoa com a forma pulmonar ou laríngea da doença tosse, fala ou espirra. No Brasil, cerca de 84% dos casos correspondem à forma pulmonar, responsável pela transmissão entre as pessoas.
Os médicos alertam que fatores como vulnerabilidade social, moradias precárias, aglomeração, desnutrição e dificuldade de acesso aos serviços de saúde contribuem para a permanência da doença no país. Além disso, o diagnóstico tardio favorece a disseminação da bactéria.
O principal sintoma da tuberculose é a tosse persistente por três semanas ou mais, que pode ser acompanhada de febre, suor noturno, emagrecimento, cansaço, falta de apetite e, em alguns casos, sangue no escarro. Diante desses sinais, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação.
O tratamento da tuberculose é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e apresenta altas taxas de cura quando seguido corretamente. Especialistas reforçam que a vacinação, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para reduzir a transmissão e controlar a doença no país.