Médica-veterinária Talita Nazareth orienta moradores a evitarem aproximação e reforçarem cuidados com pets
O aumento da presença de capivaras, especialmente na região do Barreiro, tem preocupado moradores e levantado discussões sobre saúde pública e equilíbrio ambiental. O tema foi abordado pela bióloga, gestora ambiental e médica veterinária Talita Nazareth durante participação, nesta sexta-feira (8), no programa Vida de Pet, da Rádio Imbiara, após a participação de ouvinte pelo Whatsapp (34) 99885-3750.
Segundo a especialista, o crescimento populacional das capivaras em áreas urbanas, principalmente no Barreiro, em Araxá, exige acompanhamento técnico constante, envolvendo profissionais de diferentes áreas, como biólogos e médicos veterinários. Ela explicou que o principal risco está relacionado à febre maculosa, doença transmitida pelo carrapato-estrela infectado pela bactéria Rickettsia. “A capivara acaba carregando a bactéria. Quando o carrapato pica a capivara e depois o ser humano, pode transmitir a febre maculosa”, explicou.
Talita ressaltou que locais frequentados pelas capivaras precisam de monitoramento, limpeza constante e sinalização para alertar a população sobre os riscos. Ela destacou ainda a importância de os tutores manterem os cães protegidos contra carrapatos e evitarem que os animais tenham contato direto com áreas ocupadas pelas capivaras.

A bióloga, gestora ambiental e médica-veterinária Talita Nazareth nos estúdios da Rádio Imbiara. Foto: Caio César/Portal Imbiara
A especialista também chamou atenção para o desequilíbrio ambiental causado pela expansão urbana e pela ausência de predadores naturais, como a onça-pintada. “Na área urbana, o predador natural da capivara não vai aparecer. Então, o controle populacional precisa ser feito de forma ética e responsável pelo ser humano, por meio de equipes capacitadas”, afirmou.
De acordo com Talita, o manejo adequado envolve levantamento populacional, monitoramento de nascimentos e acompanhamento permanente da situação ambiental da região.
Ela reforçou ainda que os animais silvestres não estão “invadindo” a cidade, mas sendo empurrados para áreas urbanas devido à redução de seus habitats naturais.