Por: Natália Souza - Portal Imbiara

Empresária que foi espancada e ao lado Vinícius Batista que foi preso em flagrante. Foto: Reprodução
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta segunda-feira (18) a prisão preventiva por tempo indeterminado de Vinícius Batista Serra, 27 anos, após ele ser preso em flagrante sob a suspeita de espancar neste domingo (17) a empresária Elaine Caparróz em seu apartamento na Barra da Tijuca. A decisão ocorreu após o agressor ser ouvido durante audiência de custódia no presídio de Benfica, na zona norte, onde está detido.
O irmão da vítima, Rogério Caparróz, esteve no prédio dela e conversou com vizinhos. De acordo com ele, as agressões teriam ocorrido por um período de quatro horas. Os vizinhos pensaram que se tratava de "briga de casal". "Minha irmã está com muitas fraturas no rosto. Tivemos algumas informações sobre uma contusão no pulmão, algum problema que ela está tendo no pulmão e insuficiência renal", disse Caparróz sobre o estado de saúde da empresária. "Ela está muito abalada, traumatizada. Nem ela sabe dizer como foi a evolução dessa raiva."
De acordo com Caparróz, o agressor deu nome de Felipe para entrar no prédio. Em depoimento, o suspeito alegou "surto psicótico" e afirmou "não se lembrar" do episódio. "Isso tem que ser averiguado, como que ele apresentou um nome diferente? Por que ele fez isso? Ele já tinha uma intenção?", questiona o irmão da empresária.
Segundo a PM, quando uma viatura chegou ao local, o agressor estava detido pelos próprios funcionários do condomínio. Um zelador chegou ao imóvel e encontrou a porta do apartamento aberta e uma poça de sangue em volta da vítima. O funcionário imediatamente acionou a portaria que impediu a saída do suspeito.
A empresária havia conhecido o agressor por meio das redes sociais e após conversarem por oito meses, resolveram se encontrar no apartamento dela. E após ele falar para ela deitar no seu ombro para dormirem juntos, ela concordou e ao acordar, ele já estava esmurrando-a. "Ele tentou me dar um mata-leão (golpe em que a pessoa tenta a imobilização dando uma "gravata" no pescoço), foi quando coloquei as mãos para não deixar ele concluir e ele me mordeu. Me deu umas dentadas absurdas. Comecei a gritar por socorro," conta a Elaine.