BEM BRASIL
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Postado em: 06/08/2026 - 09:22 Última atualização: 06/08/2026 - 09:22
Por: Alex Sander Xexéu - Portal Imbiara

Banco Central reduz taxa Selic para 14% ao ano e anuncia quarto corte dos juros básicos da economia

Copom diminuiu a taxa em 0,25 ponto percentual e manteve cautela diante do cenário econômico interno e externo.

Banco Central do Brasil. Foto: Banco Central

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, de 14,25% para 14% ao ano. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (5), durante reunião realizada em Brasília, e representa o quarto corte consecutivo promovido pela autoridade monetária.

A redução de 0,25 ponto percentual faz parte da estratégia do Banco Central para conduzir a inflação em direção à meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), ao mesmo tempo em que busca preservar o nível de atividade econômica e o mercado de trabalho.

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando a taxa de juros permanece elevada, o crédito fica mais caro, aumentando o custo de financiamentos, empréstimos, compras parceladas e do uso do cartão de crédito. Já a redução da taxa tende a estimular o consumo, facilitar o acesso ao crédito e incentivar investimentos.

Em comunicado, o Copom informou que o novo ajuste é compatível com o cenário atual da economia e com a expectativa de convergência da inflação para o centro da meta nos próximos períodos.

Apesar da redução, o Banco Central destacou que o cenário internacional ainda exige cautela. Entre os fatores de risco estão as incertezas provocadas pelos conflitos no Oriente Médio, além das indefinições sobre a política monetária de economias avançadas, que podem aumentar a volatilidade dos mercados e dos preços das commodities.

No cenário interno, o BC avalia que a economia brasileira apresenta sinais de desaceleração gradual, embora o mercado de trabalho continue aquecido. A instituição também observou que a inflação perdeu força nos últimos meses, mas ainda permanece acima do centro da meta.

Dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,06% em julho. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 4,52%, abaixo dos 4,80% registrados no período anterior, permanecendo próxima do limite superior da meta, que é de 4,5%.

A taxa Selic havia permanecido em 15% ao ano entre junho de 2025 e março deste ano, o maior patamar registrado em quase duas décadas. Desde março, o Copom iniciou um ciclo gradual de redução dos juros, favorecido pela desaceleração da inflação, embora fatores externos continuem influenciando as decisões da política monetária.