BEM BRASIL
BEM BRASIL
Postado em: 08/03/2026 - 10:09 Última atualização: 09/03/2026 - 10:59
Por: Alex Sander Xexéu - Portal Imbiara

Autonomia financeira é prioridade para as mulheres, aponta pesquisa

Independência financeira lidera prioridades das mulheres, apesar da desigualdade no trabalho.

Mulheres em Araxá. Foto: Arquivo Portal Imbiara

Uma pesquisa recente revelou que a autonomia financeira é a principal prioridade para muitas mulheres brasileiras quando se trata de suas ambições de vida. O levantamento, intitulado *Mulheres e Mercado de Trabalho*, mostra que ter independência financeira representa mais do que poder de compra: significa ter liberdade para tomar decisões sobre a própria vida.

De acordo com o estudo, 37,3% das mulheres entrevistadas apontaram a independência financeira como objetivo principal. Em seguida aparecem a busca por saúde mental e física, citada por 31%, e a realização profissional. Curiosamente, ter uma relação amorosa não aparece como prioridade para a maioria das participantes.

A pesquisa ouviu 180 mulheres de diferentes idades e origens raciais, buscando compreender como elas enxergam o mercado de trabalho e as dificuldades enfrentadas no dia a dia profissional. Apesar de muitas possuírem formação acadêmica e qualificação, diversas barreiras ainda dificultam o crescimento na carreira.

Entre os principais problemas apontados estão a discriminação e a violência no ambiente de trabalho. Algumas mulheres relataram ter sido preteridas em promoções por serem mães ou por planejarem ter filhos. Segundo depoimentos, muitas empresas ainda demonstram preferência por promover homens ou mulheres sem filhos.

Além disso, a violência psicológica também foi destacada como um obstáculo significativo. Mais de 70% das entrevistadas afirmaram já ter enfrentado situações como comentários sexistas, questionamentos sobre sua capacidade profissional, interrupções frequentes em reuniões e até apropriação de ideias por colegas ou superiores.

A desigualdade também se reflete na ocupação de cargos de liderança. O estudo aponta que a maioria das mulheres permanece em funções operacionais ou intermediárias, como coordenação e gerência. Apenas 5,6% alcançaram posições de alta liderança, conhecidas como cargos executivos.

Especialistas defendem que mudar essa realidade exige comprometimento de toda a estrutura das empresas, desde estagiários até executivos. A criação de ambientes de trabalho mais justos, inclusivos e respeitosos é considerada fundamental para garantir igualdade de oportunidades.

Mesmo diante de desafios e desigualdades, a pesquisa mostra que as mulheres seguem buscando espaço, reconhecimento e autonomia, reforçando a importância de políticas e práticas que promovam um mercado de trabalho mais equilibrado e livre de discriminação.