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Postado em: 11/03/2019 - 08:21 Última atualização: 11/03/2019
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Depoimentos reforçam que Vale sabia dos riscos de ruptura da barragem de Brumadinho

As investigações apontam que a empresa tentou métodos para aumentar o cálculo de estabilidade da estrutura, mas não deu certo. Força-tarefa considera que rompimento não foi acidente

Por: Natália Souza - Portal Imbiara

Fonte: Estado de Minas

Tragédia em Brumadinho aconteceu no dia 25 de fevereiro. Foto: Edesio Ferreira / EM

Depoimentos de funcionários da Vale e de engenheiros da Tüv Sud, empresa que forneceu laudo de estabilidade da barragem que se rompeu em Brumadinho, na Grande BH, reforçam que a mineradora sabia dos riscos desde 2017.

As investigações apontam que a empresa tentou métodos para aumentar o cálculo de estabilidade da estrutura, mas sem sucesso. Por isso, resolveu colocar drenos no reservatório para tentar retirar a água. O que também não foi eficaz. O desastre segue sendo investigado por uma força-tarefa entre as polícias Civil e Federal, e ministérios públicos de Minas Gerais e Federal. 
 

De acordo com inquérito, em 2017, durante um evento da mineradora, uma consultora teria informado que a barragem tinha uma margem de segurança muito baixa. Ao saber do risco, a empresa, em vez de tomar medidas concretas, segundo as investigações, tentou outras metodologias para tentar aumentar o grau de segurança. Mas, sem sucesso. 

Diante disso, segundo apontam as investigações, começou a instalar drenos, chamados de Drenos Horizontais Profundos (DHPs) para retirar a água da barragem. O método poderia levar riscos para a estrutura, de acordo com os investigadores. O engenheiro da Tüv Sud Makoto Namba, um dos que assinou o laudo de estabilidade, afirmou, durante o depoimento, que a colocação dos DHPs foi uma “barbeiragem”.

Outra medida tomada pela Vale foi a troca dos piezômetros, que fazem o monitoramento da barragem e são automatizados. A mineradora informou que eles apresentaram falhas em 10 de janeiro. Por isso, instalaram novos aparelhos. Os equipamentos acusaram picos de pressão na barragem dias antes do rompimento, mas a mineradora, segundo o inquérito, considerou erros de medição. A situação será apurada pela força-tarefa.