Três profissionais apresentaram alumínio no corpo, enquanto um teve níveis de cobre identificados
Por: Natália Souza - Portal Imbiara

Exames realizados em bombeiros que trabalham na busca de corpos após a tragédia de Brumadinho, identificaram a presença de metais no sangue de pelo menos quatro deles. Em nota, o governo de Minas Gerais confirmou que três deles possuem alumínio no corpo e um teve a presença de cobre diagnosticada por exames.
“Considerando a atividade de busca e salvamento vem sendo aplicado o protocolo de monitoramento da saúde em todos os profissionais, por meio da dosagem de metais no sangue e urina. Até o momento foram detectados três exames alterados para o parâmetro alumínio no sangue. E um exame apontou presença de cobre”, declarou o governo em nota.
O comunicado aborda, que os resultados dos exames não significam intoxicação aguda por esses metais e os bombeiros permanecem sem sintomas pela contaminação. De acordo com o governo, os quatro profissionais seguirão protocolo de monitoramento de saúde. “É esperado que após a interrupção da exposição, os níveis destes metais no organismo sejam normalizados”, diz o comunicado.
O excesso de alumínio no organismo, segundo estudos recentes, mostra correlação com doenças como Alzheimer e alguns tipos de câncer. Pode haver ainda alterações crônicas de problemas intestinais e inchaço abdominal. As operações desta quarta-feira (20) contam com 181 bombeiros, de Minas e outros Estados.
O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (19) que vai acompanhar por 20 anos a saúde de mais de mil profissionais que trabalharam no resgate das vítimas de Brumadinho.
Na lama contêm uma mistura tóxica de água, areia e metais pesados, como ferro, mercúrio, chumbo, níquel, cádmio e zinco. Em evento com o governador, Romeu Zema (Novo), o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, anunciou que a medida será voltada aos profissionais do Corpo de Bombeiros, Força Nacional de Segurança, Defesa Civil e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais).