Em Minas Gerais são 83 casos confirmados e mais de sete mil suspeitos
A capital mineira amanheceu com um número bem menor de pessoas e carros circulando pela cidade nesta segunda-feira (23) por causa da pandemia de coronavírus.
Desde a última sexta-feira, um decreto do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, determinou o fechamento do comércio em geral, em shoppings, galerias e lojas para evitar que as pessoas circulem pela cidade. O decreto determina a paralisação de serviços em bares, restaurantes e lanchonetes, boates, casas de shows e eventos, academias de ginástica, cinemas e teatros. Os parques de diversão também estão fechados. Os restaurantes só podem funcionar para o sistema de entrega de comida, mais conhecido como delivery.
A coleta seletiva de lixo também foi interrompida. A ideia é evitar que as pessoas fiquem manipulando embalagens de papel, pládtico e vidro para evitar a circulação do coronavírus. A coleta de lixo normal está mantida.
Muitos belo-horizontinos estão trabalhando em home-office por decisão das empresas, para tentar evitar a circulação do coronavírus.
Até o último boletim da Secretaria de Estado de Saúde, Belo Horizonte tem 30 casos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus. Nenhuma morte foi notificada até agora na capital mineira. Em Minas Gerais já são 83 casos confirmados do Covid-19 e 7.190 suspeitos da doença.
Os funcionários do Metrô de Belo Horizonte ameaçaram paralisar as atividades a partir de hoje. Eles alegam que a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (a CBTU) não está oferecendo a segurança necessária para funcionários e usuários do Metrô para evitar o contágio do Covid-19.
Com a ameaça do Metrô de Belo Horizonte de parar, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou que o serviço seja mantido em escala reduzida. Os trens devem circular das 6 às 9h e das 16h às 20h.
A CBTU informou em nota que disponibilizou luvas aos funcionários do metrô e álcool em gel para os usuários. A nota diz também que os trens são higienizados nos intervalos das viagens.
No final de semana, Belo Horizonte estava bem tranquila. A tradicional Feira de Artesanato, conhecida como Feira Hippie, que funciona aos domingos na avenida Afonso Pena, foi suspensa. A feira costuma reunir mais de 80 mil pessoas aos domingos na capital mineira.
Apesar dos pedidos das autoridades para que as pessoas deixem de circular pela cidade, no domingo tivemos um episódio impensado. Na Praça JK, no bairro Mangabeiras, na região Sul de Belo Horizonte, uma das áreas mais nobres da capital, muitas pessoas circulavam em grupos e faziam exercícios físicos no local.
E nesta segunda-feira, por um decreto do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, as estradas estão fechadas para o transporte terrestre de pessoas. As fronteiras terrestres de Minas também estão fechadas para evitar a entrada de pessoas e veículos de outros estados. Somente caminhões e carretas com alimentos e insumos para a área de saúde podem transitar pelas estradas mineiras.
E a partir desta segunda-feira (23), começa a vacinação da gripe contra o vírus Influenza. Num primeiro momento, serão vacinadas as pessoas com mais de 60 anos e os profissionais da área da saúde. As autoridades sanitárias pedem que as pessoas evitem uma corrida generalizada aos postos de saúde para evitar filas.
Portanto, em Belo Horizonte já são 30 casos confirmados de coronavírus. Em Minas Gerais são 83 casos confirmados do Covid-19.