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Postado em: 06/02/2020 - 10:47 Última atualização: 07/02/2020 - 13:38
Por: Jonathan Magalhães - Portal Imbiara

Professores definem greve na rede estadual de educação em Minas Gerais

A greve começa no próximo dia 11 e será por período indeterminado

Assembléia realizada pelo Sind-UTE em Belo Horizonte. Foto: Sind UTE

Os professores da rede estadual de educação em Minas Gerais anunciaram nesta quarta-feira (5) uma greve que se inicia a partir da próxima terça-feira (11). A principal pauta levantada pela greve é o pagamento do Piso Salarial, que com o reajuste de 12,84% para 2020, passou de R$ 2.557,74 para R$ 2.886,24. SegundoSindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), o Piso Salarial não é pago em Minas Gerais desde 2017, quando o mandato era do então governador Fernando Pimentel (PT)Outro ponto levantado é o falho sistema de renovação de matrícula criado pelo governo de Minas Gerais. De início, a greve será por período indeterminado.

Uma diretora de uma escola de Araxá, da rede estadual, foi procurada pelo Grupo Imbiara de Comunicação para esclarecer dúvidas sobre a greve. “A principal questão é o piso salarial e a desorganização do sistema online que eles criaram. O sistema virou um problema porque não colocaram as opções legais como: endereço, a questão de criança com necessidade especial e sobre quem tem irmãos na escola. Inicialmente o sistema não teve a opção de colocar que teriam irmãos na escola. Assim, os pais entraram com reclamações e a Secretaria de Educação liberou. Então ficou assim: o pai que tivesse um filho na escola e quisesse matricular o outro filho, teria essa matrícula automática e isso gerou transtornos”, explicou a diretora, que pediu para não ser identificada.

Luciana Aníbal, coordenadora do Sind-UTE em Araxá, também foi procurada para falar sobre a greve. ”A educação em Minas Gerais está sendo sucateada. Os trabalhadores da educação são tratados de forma diferenciada dos demais do estado. Até hoje não conseguimos receber nosso 13° salário por completo. Estamos sem reajuste salarial há mais de três anos e governo quer diminuir ainda mais nosso salário, com o aumento da contribuição previdenciária”, desabafou a Luciana.

Confira a seguir o calendário da greve:

Dias 6 e 7 de fevereiro

Visitas às escolas e roda de conversa.

Dia 10 de fevereiro

Conversa com os pais e alunos nas escolas.

Dia 11 de fevereiro

 Início da greve, que se dará por tempo indeterminado.

 Dia 14 de fevereiro

Assembléia estadual.