Postado em: 02/11/2026 - 08:31 Última atualização: 02/11/2026
Por: Natália Fernandes - Portal Imbiara

Confins confirma primeiro caso de Mpox e Minas Gerais chega a 33 registros em 2026

Confirmação foi divulgada neste domingo (1º). Dados apontam circulação da doença em diferentes regiões do estado e reforçam a importância da identificação precoce dos sintomas e dos cuidados para evitar a transmissão.

A Mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus Monkeypox e pode atingir pessoas de qualquer idade. Foto: EBC

A Prefeitura de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, confirmou o primeiro caso de Mpox no município. O diagnóstico foi divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde no sábado (31). Até o momento, não foram informados detalhes sobre a identidade, a idade ou o estado de saúde do paciente.

Com a confirmação, Minas Gerais contabiliza 33 casos da doença em 2026, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).

O número é inferior ao registrado nos anos anteriores. Em 2022, o estado teve 610 confirmações. Já em 2023 foram 53 casos, em 2024 outros 68 e, em 2025, 136 registros.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a maior concentração de diagnósticos está entre homens com idade de 15 a 34 anos. A variante identificada em circulação no estado pertence ao clado II, subclado IIb, mesma linhagem associada ao surto internacional iniciado em 2022. A SES-MG mantém o monitoramento epidemiológico e considera que os registros seguem de forma esporádica e controlada.

O que é a Mpox e quais são os sintomas?

A Mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus Monkeypox e pode atingir pessoas de qualquer idade. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, fraqueza e aumento dos gânglios linfáticos, conhecido popularmente como ínguas.

Também podem surgir lesões na pele, que se manifestam como manchas, bolhas ou feridas. Elas podem aparecer em diferentes partes do corpo, incluindo rosto, mãos, pés, boca e regiões genital e anal.

Como ocorre a transmissão?

A transmissão acontece principalmente pelo contato direto com lesões, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas. O compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas e roupas de cama, também pode favorecer a disseminação do vírus.

O contato próximo e prolongado com pessoas infectadas representa outro fator de risco.

Prevenção e orientação à população

Para reduzir as possibilidades de contaminação, as autoridades de saúde recomendam evitar contato físico próximo com pessoas que apresentem lesões suspeitas, não compartilhar objetos de uso pessoal e manter a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel.

Pessoas que apresentarem manchas, bolhas ou feridas suspeitas, especialmente quando acompanhadas de febre e dores no corpo, devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação médica. Quem teve contato próximo com alguém diagnosticado também deve buscar orientação profissional.

O tratamento é baseado principalmente no controle dos sintomas e na prevenção de complicações. A vacinação é direcionada a grupos específicos considerados de maior risco, conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.