Estado registra 33 confirmações da doença em macacos em 2026; cobertura vacinal chegou a 87,5%, abaixo da meta de 95%
O Governo de Minas Gerais reforçou a importância da vacinação contra a febre amarela após a identificação do vírus em primatas não humanos no estado. Apesar de não haver casos confirmados em pessoas em 2026, a circulação viral identificada nos animais serve de alerta para o risco de transmissão da doença à população.
Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), foram notificadas 632 epizootias — ocorrências envolvendo primatas não humanos doentes ou mortos — neste ano. Desse total, 33 tiveram confirmação para o vírus da febre amarela. Também foram registrados 69 casos humanos suspeitos, sem confirmações até a divulgação dos dados.
A febre amarela é uma doença viral aguda que pode evoluir para quadros graves e até causar a morte. A transmissão ocorre pela picada de mosquitos infectados, e não diretamente de uma pessoa para outra. Por isso, a vacinação é considerada a principal forma de prevenção.
De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, a vacina está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades de saúde e em vacimóveis.
Cobertura vacinal ainda está abaixo da meta
A cobertura vacinal contra a febre amarela em Minas Gerais foi de 84,91% em 2025 e chegou a 87,50% em 2026. Apesar do aumento, o índice permanece abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
O período de maior ocorrência de casos da doença vai de dezembro a maio. Por isso, a orientação é que a população confira o cartão de vacinação e procure uma unidade de saúde para verificar se há necessidade de receber a dose.
Quem deve se vacinar?
Minas Gerais é considerada área com recomendação de vacinação contra a febre amarela desde 2008. Conforme as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a vacina é indicada para os seguintes grupos:
Crianças aos 9 meses: primeira dose.
Crianças aos 4 anos: dose de reforço.
Pessoas de 5 a 59 anos: devem receber uma dose caso não tenham sido vacinadas ou não possuam comprovante de vacinação.
Pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos: devem receber uma dose de reforço.
Pessoas com 60 anos ou mais: a necessidade da vacinação deve ser avaliada por um profissional de saúde.
Para viajantes que ainda não foram vacinados e vão se deslocar para áreas com circulação do vírus, a recomendação é receber a dose com pelo menos dez dias de antecedência da viagem, conforme as orientações de saúde.
Medidas de prevenção
Além da vacina, a população deve adotar medidas para evitar picadas de mosquitos, como utilizar repelentes, vestir roupas de mangas compridas e calças compridas e usar calçados fechados, especialmente durante atividades ao ar livre.
A Secretaria de Estado de Saúde também orienta que primatas encontrados mortos ou doentes sejam comunicados às autoridades sanitárias para investigação. Os macacos não transmitem diretamente a febre amarela às pessoas e funcionam como indicadores da circulação do vírus no ambiente.
A recomendação é manter a vacinação em dia e procurar uma unidade de saúde para esclarecer dúvidas sobre a necessidade de imunização.