Ação do Gaeco com apoio da Polícia Militar desmantela esquema que fabricava e vendia remédios falsificados pela internet; cinco pessoas foram detidas
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), realizou nesta quarta-feira (12) a segunda fase da Operação Reação Adversa, que investiga um esquema de falsificação e comercialização ilegal de medicamentos de uso humano e veterinário. A ação, conduzida em conjunto com a Polícia Militar, resultou na prisão de cinco pessoas e na apreensão de diversos materiais utilizados na prática do crime.
Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Campo do Meio, Boa Esperança e Campo Belo, em Minas Gerais, e também em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo. Durante a operação, quatro homens foram presos em flagrante e um adolescente de 17 anos foi apreendido.
Entre os itens recolhidos estavam celulares, notebooks, embalagens, etiquetas, seringas, munições, medicamentos com indícios de falsificação e máquinas de cartão. O material será periciado para auxiliar nas investigações. Segundo o MPMG, o grupo criminoso mantinha uma estrutura de logística compartilhada e utilizava contas de comércio eletrônico em nome de terceiros para anunciar e vender os produtos falsificados pela internet, oferecendo preços muito abaixo dos valores de mercado.
A segunda fase da operação é um desdobramento da ação deflagrada em dezembro de 2024, quando oito pessoas foram presas preventivamente e 39 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Na ocasião, foram identificadas 40 lojas virtuais e cerca de 10 mil medicamentos falsificados colocados à venda. A perícia realizada na época confirmou a falsificação dos produtos, fabricados em Campo do Meio e distribuídos por transportadoras a compradores de várias regiões.
As investigações apontam que, mesmo após a primeira etapa, a atividade criminosa continuou, com novos anúncios em plataformas de comércio eletrônico e o envolvimento de outras pessoas.
Participaram da operação quatro promotores de Justiça, 92 policiais militares e um helicóptero da Base Regional de Aviação do Estado de Minas Gerais (6ª Brave). O material apreendido foi encaminhado à delegacia de Campos Gerais, onde seguirá sob análise para novas medidas de investigação.