Corpo de Bombeiros alerta para riscos e orienta como agir em casos de inchaço e estrangulamento
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais já prestou socorro a 370 pessoas com anéis presos nos dedos somente em 2025. O dado chama atenção para um problema aparentemente simples, mas que pode levar a complicações graves, como perda de circulação e até amputação.
No ano anterior, 929 atendimentos do tipo foram registrados. Os casos ocorrem em todo o estado, com destaque para a Região Metropolitana de Belo Horizonte, que já contabiliza 95 ocorrências neste ano.
Objetos variados e risco à circulação
Segundo os bombeiros, não apenas anéis e alianças causam esse tipo de problema. Há relatos de pessoas que utilizam porcas metálicas, argolas de bijuteria e até peças improvisadas, o que aumenta o risco de estrangulamento dos dedos.
A pressão causada pelo objeto impede a circulação sanguínea. Em casos mais graves, a falta de irrigação pode levar à necrose, exigindo procedimentos cirúrgicos e, em situações extremas, amputações.
Como prevenir
A principal orientação dos bombeiros é evitar o uso de anéis em dias muito quentes ou após atividades que causem inchaço nas mãos. Quem pratica exercícios físicos ou manipula ferramentas também deve retirar o acessório como forma de proteção.
“Escolher o tamanho certo do anel e prestar atenção ao inchaço natural dos dedos durante o dia são atitudes simples que evitam emergências”, orientam os militares.
O que fazer em caso de emergência
Se o anel ficar preso e causar dor ou vermelhidão, a recomendação é:
Tentar remover com movimentos circulares, utilizando sabão, óleo ou detergente.
Não forçar se houver inchaço intenso ou alteração na cor da pele.
Procurar o quartel dos bombeiros mais próximo. A remoção é feita com instrumentos adequados, de forma segura e rápida.
Casos recorrentes e público afetado
Embora o problema atinja pessoas de todas as idades, os profissionais afirmam que a maioria dos casos envolve mulheres adultas, por conta do uso frequente de acessórios. Mas crianças e idosos também aparecem nas estatísticas, geralmente em situações de brincadeiras ou acidentes domésticos.
Informação e prevenção
O Corpo de Bombeiros reforça que a informação é a melhor forma de evitar complicações. A população deve buscar atendimento assim que perceber dificuldade em retirar o anel. Ignorar o problema pode agravar o quadro e tornar o tratamento mais complexo.