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Postado em: 26/06/2025 - 10:18 Última atualização: 26/06/2025
Por: Alex Sander Xexéu - Portal Imbiara

Minas Gerais registra centenas de atendimentos por anéis presos nos dedos em 2025

Corpo de Bombeiros alerta para riscos e orienta como agir em casos de inchaço e estrangulamento

Anel sendo retirado. Foto: Corpo de Bombeiros de Araxá

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais já prestou socorro a 370 pessoas com anéis presos nos dedos somente em 2025. O dado chama atenção para um problema aparentemente simples, mas que pode levar a complicações graves, como perda de circulação e até amputação.

No ano anterior, 929 atendimentos do tipo foram registrados. Os casos ocorrem em todo o estado, com destaque para a Região Metropolitana de Belo Horizonte, que já contabiliza 95 ocorrências neste ano.

Objetos variados e risco à circulação

Segundo os bombeiros, não apenas anéis e alianças causam esse tipo de problema. Há relatos de pessoas que utilizam porcas metálicas, argolas de bijuteria e até peças improvisadas, o que aumenta o risco de estrangulamento dos dedos.

A pressão causada pelo objeto impede a circulação sanguínea. Em casos mais graves, a falta de irrigação pode levar à necrose, exigindo procedimentos cirúrgicos e, em situações extremas, amputações.

Como prevenir

A principal orientação dos bombeiros é evitar o uso de anéis em dias muito quentes ou após atividades que causem inchaço nas mãos. Quem pratica exercícios físicos ou manipula ferramentas também deve retirar o acessório como forma de proteção.

“Escolher o tamanho certo do anel e prestar atenção ao inchaço natural dos dedos durante o dia são atitudes simples que evitam emergências”, orientam os militares.

O que fazer em caso de emergência

Se o anel ficar preso e causar dor ou vermelhidão, a recomendação é:

Tentar remover com movimentos circulares, utilizando sabão, óleo ou detergente.

Não forçar se houver inchaço intenso ou alteração na cor da pele.

Procurar o quartel dos bombeiros mais próximo. A remoção é feita com instrumentos adequados, de forma segura e rápida.

Casos recorrentes e público afetado

Embora o problema atinja pessoas de todas as idades, os profissionais afirmam que a maioria dos casos envolve mulheres adultas, por conta do uso frequente de acessórios. Mas crianças e idosos também aparecem nas estatísticas, geralmente em situações de brincadeiras ou acidentes domésticos.

Informação e prevenção

O Corpo de Bombeiros reforça que a informação é a melhor forma de evitar complicações. A população deve buscar atendimento assim que perceber dificuldade em retirar o anel. Ignorar o problema pode agravar o quadro e tornar o tratamento mais complexo.