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Postado em: 14/04/2026 - 19:59 Última atualização: 14/04/2026 - 21:03
Por: Alex Sander Xexéu - Portal Imbiara

Maitê Proença e Grazi Massafera deram vida à Dona Beja e reforçam as duas versões da dama de Araxá

História real e ficção se misturam entre a lenda e a releitura moderna da personagem histórica

Duas gerações, uma mesma história: Maitê Proença e Grazi Massafera interpretam Dona Beja em versões que marcaram época — entre o mito e a releitura mais humana da dama de Araxá. Foto: Divulg

A história de Dona Beja, uma das personagens mais marcantes de Araxá, ganhou ao longo dos anos duas versões que ajudaram a consolidar sua fama: a clássica da televisão, interpretada por Maitê Proença, e a releitura atual, protagonizada por Grazi Massafera.

A personagem é baseada em uma figura real do século XIX, Anna Jacintha de São José, conhecida por sua beleza, personalidade forte e influência social na região. Sua trajetória mistura episódios históricos com elementos que, ao longo do tempo, ajudaram a construir um verdadeiro mito em torno de seu nome.

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 A versão clássica: o mito que marcou gerações

A primeira grande adaptação da história foi a novela Dona Beija, exibida em 1986. A interpretação de Maitê Proença transformou a personagem em um ícone da teledramaturgia brasileira.

A trama destacou uma mulher à frente do seu tempo, que desafiava as regras da sociedade conservadora. Cenas marcantes, como a famosa cavalgada nua pelas ruas de Araxá, reforçaram a imagem de uma personagem ousada, livre e provocadora, ajudando a eternizar a figura de Dona Beja no imaginário popular.

Essa versão ajudou a consolidar mais o lado lendário da personagem, reforçando aspectos de sedução, poder e escândalo.

A nova versão: Uma releitura mais humana e atual; quase 40 anos depois, a história voltou à cena com o remake da HBO Max, agora estrelado por Grazi Massafera. A nova produção traz uma abordagem mais contemporânea da personagem.

Diferente da versão dos anos 1980, a releitura busca aprofundar o lado humano de Dona Beja, destacando suas dores, conflitos e decisões em um contexto social difícil. A narrativa também valoriza o protagonismo feminino, mostrando uma mulher que enfrenta julgamentos e constrói sua própria história.

Segundo a própria atriz, a nova interpretação não apaga a versão anterior, mas dialoga com ela, reconhecendo o impacto da atuação de Maitê Proença, que “vive no imaginário popular”.

Entre a história e a lenda

Na vida real, Dona Beja foi uma figura influente em Araxá e região, conhecida por desafiar padrões sociais da época. Após episódios marcantes, como o sequestro ainda jovem, ela retornou à cidade e construiu uma trajetória independente, o que contribuiu para sua fama até os dias atuais.

Ao longo do tempo, sua história foi sendo recontada, misturando fatos históricos com elementos de ficção. É justamente essa dualidade — entre realidade e mito — que mantém viva a figura da dama de Araxá.

Duas versões, uma mesma personagem

As interpretações de Maitê Proença e Grazi Massafera mostram como Dona Beja atravessa gerações. Enquanto a primeira eternizou o mito, a segunda busca resgatar a mulher por trás da lenda.

Mais do que uma personagem, Dona Beja segue como símbolo cultural de Araxá, unindo história, identidade e memória em diferentes épocas.