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Postado em: 18/06/2020 - 10:22 Última atualização: 18/06/2020 - 14:08
Por: Portal Imbiara

Polícia Civil indicia envolvidos em “rachas” de motocicletas em Araxá

As apurações tiveram início no dia 14 de junho

Motocicletas apreendidas. Foto: Divulgação PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nessa quarta-feira (17), o inquérito que apurou os conhecidos “rachas” de motocicletas que estavam sendo realizadas em Araxá. As motocicletas utilizadas nas ações criminosas foram apreendidas. A Polícia Civil não concorda que as motocicletas sejam devolvidas a seus donos. A devolução ou não das motos, entretanto, vai ser decidida pela Justiça.

Os envolvidos também foram indiciados pelos crimes previstos nos artigos 308, que trata de "rachas" e manobras em via pública, e o 311, que trata de direção perigosa, com penas que poderão superar quatro anos de detenção, uma vez que além de realizarem as manobras, seis deles fugiram em alta velocidade, expondo a risco a integridade física própria e de terceiros. Quatro dos investigados também foram indiciados por corrupção de menores, uma vez que praticavam os crimes juntamente com um adolescente. Para estes, as penas poderão ultrapassar nove anos de detenção.

As apurações tiveram início quando, no dia 14 de junho, em dois momentos distintos, a Polícia Militar realizou operação no Distrito Industrial de Araxá, que culminou com a prisão de seis pessoas e apreensão de um adolescente. Utilizando-se de motocicletas, eles faziam malabarismos, exibição de manobras de perícia e disputas sem a devida autorização. Os envolvidos registravam as manobras e postavam em redes sociais. Seis motocicletas e uma motoneta foram apreendidas e estão recolhidas em pátio credenciado pelo Detran-MG.

Exceto o adolescente, os demais investigados foram presos em flagrante delito, conduzidos para a Delegacia de Polícia de Plantão, onde foram autuados em flagrante. Depois de pagarem fiança, foram colocados em liberdade, enquanto o adolescente foi entregue ao representante legal.

Na conclusão do inquérito, a Polícia Civil pediu a apreensão, futura alienação pública e perda dos veículos, com reversão dos valores obtidos juntamente com aqueles relativos a fiança para entidades do terceiro setor ou órgãos públicos  para ser aplicados em ações de saúde ou segurança pública.

“Para a Polícia Civil, é incompreensível como determinadas pessoas ignoram o delicado momento que a sociedade vive. Diante de grave pandemia, com sérias restrições de atuação dos órgãos de defesa social, os indiciados se organizaram para afrontar as leis e regras mínimas de convivência, expondo a integridade física e a vida própria e de terceiros”, destaca o delegado Renato de Alcino Vieira.