Postado em: 03/11/2026 - 08:31 Última atualização: 03/11/2026 - 08:32
Por: Alex Sander Xexéu - Portal Imbiara

Pecuarista suspeito de matar ex-companheira de 24 anos é encontrado morto na zona rural de Rifaina

oão Roberto Bolelli, de 62 anos, estava desaparecido desde o assassinato de Priscila Lacerda Custodio, ocorrido em 27 de outubro

oão Roberto Bolelli, de 62 anos, era investigado pelo assassinato de Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, em Rifaina (SP). Foto: Reprodução Redes Sociais

O pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, suspeito de matar a tiros a ex-companheira Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira (2), em uma propriedade rural dele, em Rifaina, no interior de São Paulo.

Segundo informações apuradas pela EPTV, afiliada da TV Globo, o corpo foi localizado pelo genro do pecuarista em um morro da propriedade. A Polícia Militar foi acionada e preservou o local até a chegada da Polícia Científica para a realização da perícia.

O ponto onde o corpo foi encontrado fica próximo ao local em que a caminhonete do pecuarista havia sido localizada na semana passada. Até a última atualização das informações, a causa da morte não havia sido oficialmente divulgada.

A advogada da família de Bolelli, Lauriani Baldini França, informou que ele não apresentava marcas de violência. Segundo ela, informações preliminares da perícia indicavam que o pecuarista poderia ter morrido no mesmo dia do feminicídio e sofrido um infarto. A hipótese ainda dependia da confirmação dos exames periciais.

Relembre o caso

Priscila Lacerda Custodio era natural de Perdizes, no Alto Paranaíba, e foi morta a tiros na noite de 27 de outubro, às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), em Rifaina.

Ela havia percorrido cerca de 100 quilômetros acompanhada do irmão e de uma amiga para devolver uma caminhonete pertencente ao pecuarista. Segundo relatos de testemunhas, durante uma discussão, Bolelli atirou contra a jovem e fugiu com o veículo.

De acordo com pessoas próximas à vítima, Priscila queria encerrar o relacionamento, mas o pecuarista não aceitava o fim. Uma amiga também relatou à Polícia Civil que, dias antes do assassinato, a jovem havia contado que foi agredida e ameaçada de morte por ele.

A Justiça decretou a prisão preventiva de Bolelli no dia seguinte ao crime. Desde então, ele era procurado pelas autoridades e investigado por feminicídio.

O pecuarista também tinha antecedentes relacionados à violência contra mulher. Em 2021, foi condenado por descumprir uma medida protetiva concedida a uma ex-companheira.

Com a localização do corpo, a Polícia Civil deverá esclarecer as circunstâncias e a causa da morte.