BEM BRASIL
BEM BRASIL
Postado em: 16/04/2026 - 08:27 Última atualização: 16/04/2026 - 08:41
Por: Alex Sander Xexéu - Portal Imbiara

Polícia Civil indicia Copasa por crimes ambientais em área de preservação em Araxá

Investigação aponta poluição em curso d’água e solo após extravasamento de esgoto próximo ao bairro Santa Rita

Esgoto em área de preservação ambiental em Araxá. Foto: Polícia Civil em Araxá

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que apura um caso de poluição ambiental nas proximidades da Avenida José Jorge Akel, no bairro Santa Rita, em Araxá, e indiciou a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) por crimes ambientais.

A investigação teve início no dia 10 de março de 2026, após o registro de um boletim de ocorrência relacionado ao extravasamento de esgoto em uma adutora sob responsabilidade da empresa. O problema foi identificado em área próxima ao Condomínio Bello Norte, atingindo solo permeável e um curso d’água em Área de Preservação Permanente (APP).

Durante os trabalhos, a Delegacia Especializada do Meio Ambiente realizou diversas diligências e solicitou perícia técnica no local. O laudo confirmou a poluição tanto do curso d’água quanto do solo, além de apontar risco à saúde humana, à fauna e à flora da região.

De acordo com a Polícia Civil, a Copasa foi comunicada sobre o ocorrido ainda no dia dos fatos e orientada a adotar medidas para conter o extravasamento e reparar os danos.

Com base nas provas reunidas, a corporação concluiu pela responsabilidade da empresa e formalizou o indiciamento com base no artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) e no artigo 15 da Lei nº 6.938/1991, que tratam de poluição e danos ao meio ambiente. A legislação brasileira permite a responsabilização penal de pessoas jurídicas nesse tipo de situação.

O inquérito foi conduzido pela equipe da Delegacia Regional de Araxá, sob coordenação do delegado regional Dr. Valter André Biscaro Salviano e do delegado titular da Delegacia de Meio Ambiente, Dr. Luis Gustavo Oliveira, com apoio de investigadores e perícia criminal.

O caso agora segue para análise do Ministério Público.