BEM BRASIL
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Postado em: 03/12/2025 - 15:52 Última atualização: 03/12/2025 - 15:53
Por: Caio César/Regina Porfírio/Natália Fernandes/Alex Sander Xexeu - Portal Imbiara

Prefeito de Araxá detalha queda de arrecadação, gastos sociais e prevê 2026 desafiador

Araxá revê programas sociais, corta gastos e se prepara para um 2026 mais difícil, diz Robson Magela

Robson Magela abordou essas questões no Imbiara Notícias. Foto: Caio César/Portal Imbiara

Durante entrevista ao vivo, o prefeito Robson Magela falou sobre a queda na arrecadação municipal, os desafios enfrentados após a pandemia, a política de benefícios sociais e fez a previsão de que 2026 será um ano desafiador para a Administração Municipal em razão do atual cenário econômico.

Segundo o prefeito, Araxá vem enfrentando um cenário de redução de receitas desde o período da pandemia. Ele destacou que, ao contrário de anos anteriores, quando o município encerrava mandatos com superávit, a realidade recente é de retração econômica.

Robson atribuiu a queda a fatores como diminuição do FPM, redução de repasses de ICMS e aumento da inadimplência do IPTU. Mesmo com a chegada de novas empresas, o prefeito explicou que esses empreendimentos não geram retorno imediato para os cofres locais.

Além disso, afirmou que investimentos maiores em áreas como saúde, educação e segurança elevaram as despesas do município, ao mesmo tempo em que a arrecadação caía.

Ele mencionou também o peso da folha de pagamento, que chega a R$ 50 milhões a R$ 60 milhões nos meses de novembro e dezembro, devido ao pagamento do 13º e do 14º salários dos servidores. Atualmente, a prefeitura tem pouco mais de 5 mil funcionários.

Assistencialismo, pandemia e revisão dos benefícios sociais

Outro ponto discutido foi o caráter assistencialista da campanha de Robson e o volume de recursos destinados a programas sociais. O prefeito afirmou que, ao assumir o mandato no pico da pandemia, encontrou muitas famílias desempregadas e sem condições básicas de sobrevivência.

Para atender essa demanda, a prefeitura criou programas como a renda básica e o auxílio-moradia. Ele ressaltou que sempre teve uma visão social por vir de família humilde.

Contudo, após o pico da crise sanitária, a administração realizou revisões dos cadastros e constatou que muitas pessoas continuaram buscando benefícios mesmo após a melhora do cenário econômico — algumas, segundo o prefeito, por não quererem retornar ao mercado de trabalho.

Robson afirmou ter sido muito criticado quando começou a cortar benefícios de quem já não se enquadrava nos critérios. Segundo ele, muitas famílias deixaram de procurar cursos de capacitação ou empregos para não perder o auxílio.

Quanto a prefeitura gasta com benefícios sociais

O prefeito Robson Magela e o procurador-geral do Município, Jonathan Renaud de Oliveira Ferreira, apresentaram valores aproximados:

- Renda básica: antes custava cerca de R$ 300 mil por mês; hoje caiu para aproximadamente R$ 50 mil.

- Auxílio-moradia: no início de 2024, girava em torno de R$ 50 mil mensais; após a revisão, foi reduzido para R$ 20 mil.

Somados, os programas movimentavam cerca de R$ 350 mil por mês apenas nessas duas ações sociais. O prefeito lembrou, no entanto, que existem várias outras modalidades de assistência.

Robson reforçou que só permanecerão recebendo os benefícios aqueles que realmente precisam e que aceitam participar de programas de capacitação e reinserção no mercado de trabalho.

Previsão para 2026 e desafios futuros

O prefeito afirmou que 2026 deve ser ainda mais desafiador, com queda prevista na arrecadação. Segundo ele, a gestão terá de “se reinventar” para manter os serviços essenciais e continuar ajudando as famílias que realmente necessitam.