Postado em: 28/10/2026 - 08:35 Última atualização: 28/10/2026
Por: Manoelita Chagas - Portal Imbiara

Fernanda Castelha cobra melhorias na regulação de leitos do SUS em Minas Gerais

Vereadora apontou demora na liberação de vagas, dificuldades nas transferências e falhas no sistema durante reunião da Câmara de Araxá nesta terça-feira (27)

A parlamentar também apontou relatos de encaminhamentos para hospitais sem a especialidade necessária. Foto: Natália Fernandes

A demora na liberação de leitos hospitalares, as dificuldades para transferir pacientes e os problemas relatados no sistema estadual de regulação de saúde foram temas de cobrança da vereadora Fernanda de Castelha durante a reunião da Câmara Municipal de Araxá nesta terça-feira (27). A parlamentar solicitou providências urgentes à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais para corrigir as falhas atribuídas ao funcionamento do CORE (Central de Operações para Regulação Estadual).

O sistema substituiu o SUS Fácil, utilizado em Minas Gerais por cerca de 20 anos, com a proposta de modernizar o encaminhamento de pacientes para hospitais e a disponibilização de leitos. Segundo Fernanda, porém, desde a implantação do CORE, pacientes, familiares, profissionais de saúde e gestores municipais têm relatado dificuldades que prejudicam o acesso à assistência.

Demora na liberação de leitos

Entre os principais problemas apontados pela vereadora está a demora para conseguir vagas hospitalares, inclusive em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Segundo ela, pacientes em estado grave podem permanecer por longos períodos em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e pronto-socorros enquanto aguardam transferência.

Fernanda também relatou situações em que pacientes são encaminhados para hospitais distantes de suas cidades de origem, o que dificulta o acompanhamento por familiares. Embora reconheça que o deslocamento possa ser necessário em casos que exigem atendimento especializado, a parlamentar defendeu que as condições enfrentadas pelas famílias também sejam consideradas.

Durante a manifestação, ela mencionou um caso recente envolvendo um paciente transferido de outra cidade que morreu em Araxá. De acordo com o relato da vereadora, a família não tinha condições financeiras de custear o transporte do corpo de volta ao município de origem.

A parlamentar também apontou relatos de encaminhamentos para hospitais sem a especialidade necessária, indicação de vagas que não estariam disponíveis, instabilidade da plataforma e dificuldades de comunicação entre os municípios e a central de regulação.

Pedido de providências ao Estado

Fernanda pediu que a Secretaria de Estado de Saúde adote medidas para melhorar o funcionamento do sistema, garantir informações confiáveis sobre a disponibilidade de leitos e agilizar as respostas às solicitações dos municípios.

A vereadora também defendeu a capacitação dos profissionais responsáveis pela operação, a estabilidade da plataforma e o encaminhamento dos pacientes para unidades compatíveis com suas necessidades de atendimento. “Por trás de cada solicitação de vaga, há uma pessoa que precisa de cuidado e uma família que vive a angústia da espera”, afirmou.

A parlamentar ainda mencionou críticas à transição entre o SUS Fácil e o CORE, incluindo questionamentos sobre a falta de uma implantação gradual, com testes e treinamento adequado das equipes. Segundo ela, relatos apresentados em discussões na Assembleia Legislativa de Minas Gerais apontaram casos de agravamento de quadros clínicos e mortes enquanto pacientes aguardavam transferência.

Ao concluir a manifestação, Fernanda cobrou rapidez na solução dos problemas. “Vidas não podem esperar”, declarou.

A cobrança busca pressionar o governo estadual a apresentar respostas e corrigir as dificuldades relatadas no processo de regulação, que organiza o acesso dos pacientes aos serviços hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS).