Indicação faz parte da estratégia para manter unidade entre as siglas e fortalecer a candidatura de Simões
O Partido Novo caminha para ocupar um papel central na formação da chapa que deve disputar o governo de Minas Gerais em 2026. Segundo o presidente estadual da sigla, Christoffer Laguna, o Novo já tem conversas avançadas para indicar o pré-candidato a vice-governador na chapa de Mateus Simões, que recentemente se filiou ao PSD com o objetivo de concorrer ao comando do Estado.
A movimentação faz parte das articulações do bloco de direita que busca consolidar uma ampla coligação para as próximas eleições. O grupo já reúne nove partidos — entre eles PP, União Brasil, Novo e PSD — e mantém tratativas com Republicanos e PL para ampliar ainda mais a aliança.
Laguna destaca que a ida de Simões ao PSD foi uma necessidade estratégica dentro do bloco, que trabalha para apresentar uma chapa competitiva e impedir o retorno da esquerda ao governo mineiro. Como contrapartida, ficou encaminhado que o Partido Novo assumirá a indicação do vice.
“As conversas com o PSD, inclusive com o presidente Gilberto Kassab, estão bem avançadas. O vice será do Novo, garantindo continuidade ao trabalho iniciado por Romeu Zema e fortalecido por Matheus Simões”, afirmou o dirigente em entrevista à Rádio Imbiara 91,5 FM.
Segundo Laguna, a participação do Novo na chapa majoritária é vista como fundamental para manter a linha administrativa que marcou as gestões de Zema e Simões. Ele ressalta que o atual vice-governador tem exercido um papel relevante dentro do governo, com autonomia e participação ativa na administração pública.
“Matheus não é um vice figurativo. Ele administra a máquina com poderes legitimados pelo governador. E nós queremos manter essa participação efetiva do Novo no Estado”, disse.
O partido considera essencial que o futuro vice também tenha espaço real dentro do governo, contribuindo na formulação e execução de políticas públicas. “Para nós, não basta um vice apenas simbólico. O vice precisa atuar, aprender e participar da administração”, destacou Laguna.
As negociações dentro do bloco continuam e devem avançar nos próximos meses, à medida que os partidos consolidam suas posições para a disputa eleitoral.