Investigador Rodrigo foi o entrevistado desta segunda (14) do programa Imbiara Notícias, da Rádio Imbiara
Em entrevista concedida nesta segunda-feira (14) ao programa Imbiara Notícias, da Rádio Imbiara 91,5 FM, o vereador Rodrigo Eduardo da Silva (Investigador Rodrigo) defendeu com firmeza a implantação do modelo de escolas cívico-militares em Araxá. Ele ressaltou que a proposta deve ser analisada com base em dados e resultados, e não por disputas ideológicas.
Segundo ele, o programa — que será adotado em seis escolas estaduais do município — demonstra, com base em dados do Ministério da Educação (MEC) e do INDEP, que proporciona avanços na qualidade do ensino, redução da evasão escolar e mais disciplina. “O que eu vejo é que quem é contra, muitas vezes, está sendo movido apenas por ideologia. Isso não pode prevalecer sobre a vontade de muitos pais e professores que enxergam na proposta uma oportunidade de mudança positiva”, afirmou.
Rodrigo destacou que a suspensão temporária do processo foi benéfica, pois permitirá que a população compreenda melhor o funcionamento do programa e tire dúvidas — especialmente diante da propagação de fake news. “As pessoas estavam sem informação. Circulou terrorismo de um lado e mentiras do outro. Agora teremos mais tempo para esclarecer o que de fato é esse modelo de ensino". Leia mais: Governo de Minas suspende temporariamente assembleias sobre escolas cívico-militares
O vereador reforçou que os militares não assumirão o controle das escolas, mas participarão de colegiados e terão responsabilidades específicas voltadas à disciplina e à segurança. “A parte pedagógica continua com os professores. A autonomia da direção e dos educadores está garantida.”
Em relação à segurança, Rodrigo afirmou que a presença dos militares pode ajudar a enfrentar um dos principais problemas atuais nas escolas: o aumento de episódios de violência e a sensação de insegurança. Ele lembrou que, em paralelo ao programa cívico-militar, já há iniciativas municipais em andamento, como a instalação de câmeras com reconhecimento facial nas escolas da rede municipal.
O vereador Investigador Rodrigo foi entrevistado por Carlos Nunes e Natália Fernandes. Foto: Caio César/Portal Imbiara
Questionado sobre as críticas de que o programa poderia representar um retrocesso ou uma forma de terceirização da educação, o vereador rebateu: “Não estamos terceirizando nada. O militar não vai substituir o professor. E essa história de que é o início de uma privatização da educação é mais uma narrativa ideológica, sem base concreta”, afirmou, referindo-se a críticas de setores contrários ao programa.
Durante a entrevista, várias manifestações de ouvintes foram lidas ao vivo. A maioria demonstrava apoio ao modelo cívico-militar. Entretanto, também foram registradas opiniões contrárias, como a de uma ouvinte que questionou se o preconceito racial seria resolvido com a presença de militares. Rodrigo respondeu que não há registro de casos nesse sentido e citou o exemplo do PROERD, desenvolvido pela Polícia Militar, como um trabalho respeitável com crianças.
Outro ponto sensível da discussão foi o receio de que o programa possa ser utilizado como plataforma política, principalmente diante da crescente especulação sobre a possível candidatura do governador Romeu Zema à Presidência. Rodrigo pediu que os pais deixem a política de lado. “Esqueçam Lula, Bolsonaro, Zema. Vamos nos basear em dados, não em paixões políticas. O que está em jogo aqui é o futuro dos nossos filhos”, concluiu.
A votação do programa nas escolas estaduais foi marcada por ampla participação e, segundo Rodrigo, surpreendeu pela adesão de professores e alunos. “Isso mostra que a população quer mudança. Se não der certo, a gente volta atrás. Mas prefiro tentar do que me omitir”, finalizou.
O programa cívico-militar segue em debate na cidade, com plebiscitos ainda a serem realizados em algumas escolas, como a Padre Anacleto. O tema deve continuar no centro das discussões sobre o futuro da educação em Araxá.