As oitivas aconteceram na manhã e tarde desta sexta-feira (25)
O primeiro a ser ouvido pela CPI na manhã desta sexta-feira (25) foi Mateus Rodrigues na condição de testemunha, Mateus informou ser gerente de uma fazenda que recebeu serviços, contratado particular de uma empresa que também presta serviço ao Cimpla, durante a oitiva afirmou ter sido ouvido nas investigações da Polícia Civil, na condição de testemunha.
“Nós fizemos a contratação de uma empresa para fazer umas curvas de nível na fazenda, a empresa foi lá fez o serviço, concluiu e para mim terminou aí, na fazenda Santa Rita de Cássia o proprietário é Adib Damião e eu era o gerente responsável na época, quem contratou o serviço foi o Adib, eu só atribui o serviço que tinha que ser feito”, pontuou.
Mateus relatou que só tomou conhecimento de irregularidades quando foi prestar depoimento à Polícia Civil. Disse não saber que as máquinas que trabalhavam na fazenda também prestavam serviço para a Prefeitura, até o dia que foi à delegacia.
As máquinas que trabalhavam na fazenda seriam então do Branco citado em outras oitivas, Mateus ainda pontua que teve contato com ele só para combinar o dia do serviço, os valores do serviço foram tratados direto com o Adib proprietário da fazenda, disse ainda não conhecer como foram feitos os pagamentos.
Segunda oitiva na tarde da sexta-feira (25).
Caio César Gomes, proprietário de um caminhão que prestava ao Cimpla, foi o segundo a ser ouvido na CPI, afirmou que nas investigações Ourímetro da Polícia Civil foi ouvido como testemunha, conforme sua fala ele prestou serviço como contratado do Cimpla de fevereiro do ano passado até por volta de setembro, disse que tinha um caminhão credenciado para prestar serviço
A empresa pertence a ele e ao cunhado Renato Laert, “Quando a gente foi prestar o serviço para a Ampla, a gente foi através de um Edital para fazer o cadastro lá”, afirmou.
Informou durante a oitiva que com o seu caminhão os serviços eram feitos nas estradas vicinais, o seu motorista recebia as demandas dos assessores da Prefeitura, ele realizava o serviço, preenchia as fichas de trabalho, enviava uma cópia para Caio que dava um ok e o motorista repassava os relatórios para a Secretaria de Agricultura.
Sobre conhecer o prefeito de Araxá, Caio diz que não tem amizade, somente já fez alguns negócios com Robson Magela, o último foi o ano passado a compra de uma caminhonete SW4, Preta de 2009, no valor de R$ 110 mil, segundo ele quando comprou a caminhonete foi transferida diretamente para o seu nome e o pagamento do seu nome diretamente para ao prefeito, solicitado pela CPI se comprometeu a passar todos os comprovantes de depósito bancário.
CPI
A CPI criada apresenta como justificativa a gravidade da situação exposta pela “Operação Ourímetro”, desencadeada pela Polícia Civil, bem como os representantes da Casa legislativa merecem esclarecimentos sobre possíveis desvios de finalidade e lesões ao erário que, em tese, estariam acontecendo. O documento de protocolo da CPI ainda ressalta que a sociedade Araxaense necessita que dentro da esfera de atuação dos vereadores sejam propostas soluções adequadas.