Luciano Inês foi chamado após ser citado nas oitivas dos ex secretários de Agricultura, mas disse que iria permanecer no seu direito de ficar em silêncio
O empresário Luciano Inês da Silva foi chamado na condição de testemunha na CPI que investiga irregularidades na Secretaria de Agricultura de Araxá, Luciano foi citado durante as oitivas dos dois ex-secretários Farley Pereira e Wander Prugger Mãozinha, onde Farley apresentou um áudio do prefeito Robson Magela, pedindo para “dá atenção” a uma máquina.
Luciano compareceu à oitiva na Câmara nesta sexta-feira (11) já no início o empresário disse que ficaria em silêncio. “Quero dizer aqui que é de conhecimento de todos que é um processo que está em andamento, esse processo ele está em sigilo na justiça e por isso eu manterei o silêncio e quero ressaltar aqui que prestei um serviço diretamente ao Cimpla e todo o serviço oferecido pela minha empresa foi devidamente prestados e a partir desse momento eu manterei o silêncio e não responderei nenhuma pergunta”, se posicionou Luciano.
A Comissão seguiu com as perguntas e poucas foram respondidas, apenas afirmou ter sido ouvido nas oitivas da Polícia Civil na condição de investigado e passou informações pessoais e da sua empresa. Disse que sua profissão é operador de máquinas há 22 anos, empresário individual, em sua empresa tem quatro funcionários, descreveu as máquinas que possui, não quis passar informações dos valores e quando adquiriu, disse que sua empresa presta serviço no Cimpla e de forma particular na cidade.
O áudio divulgado pelo ex secretário Farley onde o prefeito diz. “Por isso que falei com o Arnildo para ele ver a questão orçamentária, já falei com ele, ele falou que está esperando você apresentar plano de trabalho com o que você precisa para ele tentar remanejar e ver o que ele pode fazer, é por isso que eu te falei você dá atenção para aquela maquininha lá do homem do careca lá para ele estar rodando ela também, entendeu para ele rodar pra gente conseguir fazer esse paliativo onde está precisando”. Foi apresentado na CPI e apresentado diversos questionamentos, onde Luciano se manteve em silêncio.
Segundo a Comissão, foi comentado em oitivas anteriores da CPI, por testemunhas, que o áudio se tratava de uma máquina que era do assessor da prefeitura, Ricardo, conhecido como Beleza, e que esse pedido seria para colocar a máquina do Beleza para rodar no serviço do Cimpla pela empresa do Luciano.
Luciano seguiu em silêncio, quando questionado se ainda presta serviços no Cimpla, se é proprietário de alguma empresa, se as máquinas dele foram contratadas pela Prefeitura ou pelo Cimpla, se obteve ajuda para colocar as máquinas no consórcio, se ele pagava alguma comissão no consórcio durante a prestação de serviço.
Por fim, quando questionado sobre como recebe os pagamentos dos serviços, se é em conta bancária de pessoa jurídica ou pessoa física, o empresário permaneceu calado, frente ao silêncio foi solicitado pela Comissão Parlamentar de Inquérito a quebra de sigilo fiscal e bancário de Luciano.
O depoimento pode ser assistido na íntegra através do Canal do YouTube da Câmara de Araxá.
https://www.youtube.com/watch?v=_6BDhkh0nhU
CPI
A CPI criada apresenta como justificativa a gravidade da situação exposta pela “Operação Ourímetro”, desencadeada pela Polícia Civil, bem como os representantes da Casa legislativa merecem esclarecimentos sobre possíveis desvios de finalidade e lesões ao erário que, em tese, estariam acontecendo. O documento de protocolo da CPI ainda ressalta que a sociedade Araxaense necessita que dentro da esfera de atuação dos vereadores sejam propostas soluções adequadas.