BEM BRASIL
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Postado em: 02/02/2026 - 17:36 Última atualização: 02/02/2026 - 18:07
Por: Caio César/Alexandre César/Reginaldo Gomes - Portal Imbiara

Marcelo Araxá celebra 35 anos da estreia e reacende a memória viva do Ganso

Ex-jogador relembra estreia improvisada, amizade construída no clube e reforça esperança na volta do Araxá Esporte às competições

Marcelo Araxá com os apresentadores Reginaldo Gomes e Alexandre César. Foto: Mary Santos

O estúdio da Rádio Imbiara virou uma verdadeira viagem no tempo no último sábado (31). Entre lembranças, risadas e emoção, o programa Debate Esportivo prestou homenagem a um dos nomes mais marcantes da história do Araxá Esporte Clube: Marcelo Araxá, que completou 35 anos de sua estreia com a camisa alvinegra. Mais do que relembrar uma data, o programa resgatou capítulos importantes da trajetória do Ganso, reacendendo a ligação afetiva entre clube, cidade e torcedores.

Marcelo relembrou que sua chegada ao Araxá foi praticamente obra do acaso. Ele acompanhava uma negociação envolvendo a URT quando surgiu uma oportunidade inesperada. Sem planejamento, sem chuteira própria e sem imaginar que ficaria na cidade, entrou em campo em um amistoso no Estádio Fausto Alvim. O que seria apenas um jogo se transformou no ponto de partida de uma história de décadas. “Eu não vim para o Araxá para jogar. Estava resolvendo outra situação. Mas as coisas aconteceram muito rápido. Peguei chuteira emprestada, entrei no segundo tempo e ali começou uma trajetória que mudou minha vida”, contou.

A boa atuação naquele jogo abriu as portas para uma passagem sólida como atleta. Depois, Marcelo também contribuiu fora das quatro linhas, como dirigente e diretor do futebol local. Hoje, ainda ligado ao esporte, atua como intermediário de jogadores, mas mantém raízes profundas em Araxá. “Construí minha família aqui. Fiz grandes amigos. Quando a gente fala em 35 anos, assusta. Mas foi uma caminhada bonita demais”, afirmou.


Com emoção e nostalgia, homenagem destaca a história de Marcelo Araxá e a importância do Ganso para a cidade. Foto: Arquivo Pessoal Marcelo Araxá 

Outro personagem que ajudou a contar essa história foi Heron Reis, o Buda, figura conhecida dos bastidores do Araxá Esporte. Filho do lendário massagista Marão, ele praticamente cresceu dentro do Estádio Fausto Alvim. Roupeiro por muitos anos, Buda testemunhou gerações de atletas e momentos históricos do clube e guarda lembranças vivas da chegada de Marcelo. “Eu lembro dele chegando com uma bolsinha simples. Ninguém imaginava o tamanho da história que estava começando ali. A gente sofreu muito, mas viveu momentos inesquecíveis”, disse.

Mais do que colegas de clube, Marcelo e Buda construíram uma amizade de décadas, símbolo do ambiente familiar que sempre cercou o Araxá Esporte. “O futebol talvez não tenha dado riqueza, mas deu amizades para a vida inteira”, resumiu Buda.

Atualmente fora das competições profissionais por conta de punições, o Araxá vive um momento de incerteza. Nos bastidores, há movimentações da SAF junto à Federação Mineira de Futebol (FMF), buscando alternativas para amenizar a suspensão. Caso o retorno do time profissional não aconteça de imediato, a promessa é fortalecer as categorias de base, mantendo o clube ativo e preparando o futuro. Mesmo sem bola rolando, o assunto “Araxá Esporte” mobiliza a cidade. “É impressionante. Qualquer conversa sobre o Ganso empolga o torcedor. O clube faz falta demais”, destacou Buda. Marcelo compartilha do sentimento e mantém a confiança na retomada. “O Araxá já passou por momentos difíceis antes e voltou. A gente acredita que vai voltar de novo.”


Ficha técnica ressalta a força do Araxá Esporte no início dos anos 1990. Foto: Arquivo Pessoal Marcelo Araxá