Estádio histórico de Araxá volta ao centro das discussões sobre o desenvolvimento esportivo da cidade
O programa Debate Esportivo deste sábado (11), transmitido pela Rádio Imbiara FM, em uma manhã chuvosa em Araxá, contou com a presença de convidados especiais, sorteios de brindes e a participação ativa dos ouvintes. A enquete do dia levantou uma discussão importante: os araxaenses são a favor da venda do Estádio Fausto Alvim para a construção de uma nova arena multiuso?
Os apresentadores Alexandre César e Reginaldo Gomes conduziram a edição, que reuniu o cronista esportivo Wilton Borges, o ex-jogador do Araxá Esporte Goiano e representantes do projeto Meninas de Ouro de Vôlei.
De acordo com informações extraoficiais citadas durante o programa, o Grupo Rio Branco teria demonstrado interesse em negociar a área do atual estádio, propondo a construção de um novo espaço esportivo em outro ponto da cidade. O secretário de Esportes, Dedé Antunes, informou ao apresentador Alexandre César que não há proposta oficial, mas confirmou que houve conversas de bastidores sobre o assunto.
Entre os convidados, o cronista esportivo Wilton Borges apoiou a ideia de uma arena mais moderna.
“O Fausto Alvim tem o seu charme, mas já está ultrapassado. Acho que Araxá precisa modernizar sua estrutura esportiva”, opinou.
Reginaldo Gomes concordou, destacando que uma nova arena poderia ser usada não apenas para o futebol, mas também para eventos culturais e shows, com estacionamento e ginásio para práticas como vôlei e basquete.
As participações dos ouvintes reforçaram a divisão de opiniões: muitos apoiaram a modernização, enquanto outros defenderam a preservação do estádio histórico. O ex-presidente do Dínamo, Pedro Rogério, foi um dos que se manifestaram favoravelmente à venda.
“Tem que vender e fazer outro estádio. Esse negócio de história já é passado”, afirmou em mensagem de áudio enviada ao programa.
Mas também houve quem se manifestasse contra a venda do Fausto Alvim.
“Meu pai me levava aos jogos desde pequeno. Vender o Fausto Alvim é apagar essa lembrança coletiva. Se está precisando de reforma, que reformem, mas não vendam”, destacou o ouvinte Marcos Paiva.