Rubens Leite admite dificuldades, mas mantém esperança no futuro do tricolor do Alto Paranaíba
O futuro do Arachá Sports, conhecido como “Índio Guerreiro”, ainda é uma incógnita. Em entrevista concedida ao apresentador Alexandre César, do Debate Esportivo, novo programa da Rádio Imbiara 91,5 FM, o empresário e idealizador do tricolor do Alto Paranaíba, Rubens Leite, falou sobre as dificuldades que o clube enfrenta para entrar em campo no futebol profissional em 2026. Rubens apontou que a prioridade pode ser a disputa do Campeonato Mineiro Sub-20, apesar que há uma exigência por parte da Federação Mineira de Futebol (FMF) de ser uma equipe profissional filiado à entidade para estar confirmado na competição.
“Essa pergunta é interessante e difícil de responder no momento”, iniciou Rubens que atualmente mora nos Estados Unidos. “Estamos com grande dificuldade em arrumar um lugar para alojar os atletas e a comissão técnica. Não temos campo disponível para treinar. Também não temos um estádio apto a receber jogos, já que o Fausto Alvim necessita de uma grande reforma. Todos sabem disso.”
Segundo o dirigente, até existe recurso reservado para a retomada, mas ele não seria suficiente para garantir a continuidade. “Eu tenho um certo recurso para manter o time no primeiro ano, mas não para sempre. As pessoas têm que entender: não é má vontade nossa. Se registrarmos o time em Araxá e tivermos que montar a sede em outra cidade próxima, a multa na Federação é de R$ 300 mil. Se trocar o nome, também é R$ 300 mil. Tudo isso exige cautela”, explicou.
Apesar das dificuldades, Rubens mantém alguma esperança. “Há uma grande chance de termos o Sub-20 do Mineiro no ano que vem. Já o profissional ainda está muito longe para darmos uma resposta concreta. Espero que todos entendam: não podemos errar e montar um time só de um ano.”
Necessidade de apoio coletivo
Para o apresentador do programa Revista Semanal e cronista esportivo José Antônio Luiz Filho, o clube precisa de apoio coletivo porque, sozinho, Rubens Leite não conseguirá conduzir o projeto.
“Não é fácil, não. Uma pessoa só não consegue tocar um clube de futebol. Futebol é associação, é união de esforços. Por mais boa vontade que ele tenha, a situação lá nos Estados Unidos também mudou, ele deve estar passando pelas dificuldades dele. E, para montar um clube, tem que ter apoio. A prefeitura tem, evidentemente, uma responsabilidade muito grande na cidade como um todo.”
Papel da prefeitura
A discussão também envolveu o secretário municipal de Esportes, Dedé Antunes, que ressaltou a importância do planejamento. “A gente sempre cobrou organização e planejamento, tanto para clubes quanto para secretarias. Se este ano não há competição, já deveria haver planejamento para que no ano seguinte se chegue à prefeitura com um projeto”, afirmou.
Ele lembrou do histórico de apoio do poder público ao Araxá Esporte. “O ex-prefeito Aracely de Paula apoiava o clube desde os anos 1990. Tenho certeza de que a administração do prefeito Robson Magela também é parceira, mas tudo precisa passar pela Câmara e pela lei. Hoje temos cinco campos sob responsabilidade da prefeitura, mas muitos não estão em bom estado. Estamos buscando verbas federais para revitalizá-los. Queremos dar condições não só para o futebol profissional, mas também para o amador e para as categorias de base.”
Dedé concluiu destacando que a parceria depende de compromisso dos clubes. “A prefeitura nunca deixou de apoiar, mas, se não houver organização e planejamento, ninguém vai entrar. O futebol profissional é tradição, mas precisa se estruturar para que o prefeito possa apoiar ao máximo possível".