Doença ainda circula entre animais na região e pode ser transmitida por mordidas, arranhões e lambeduras em feridas expostas
A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção da raiva em cães e gatos. Apesar de os registros da doença em animais domésticos terem diminuído significativamente, o vírus ainda circula entre animais silvestres e de grande porte, o que mantém a necessidade de vacinação.
Durante entrevista ao programa Vida de Pet, o agente da Vigilância Ambiental de Araxá, Tiago Nessrala, explicou que há anos não são registrados casos de raiva em cães e gatos no município. Entretanto, foram identificados casos em animais de grande porte na região nos últimos anos, incluindo um caso em equino registrado neste ano próximo à divisa de Araxá.
A raiva é uma doença que afeta o sistema nervoso e também pode atingir os seres humanos. A transmissão pode ocorrer por mordidas e arranhões, além de lambeduras em feridas ou cortes na pele, já que o vírus está presente na saliva do animal infectado.
Em caso de mordida ou arranhão, a orientação é lavar imediatamente o ferimento com água e sabão e procurar atendimento de saúde para avaliação e, quando necessário, realização da profilaxia pós-exposição.
Entre os sinais que podem indicar a doença em animais estão salivação excessiva, alterações neurológicas, dificuldade de mastigação e de locomoção, aumento das pupilas e mudanças de comportamento.
Caso um animal seja considerado suspeito de raiva, ele deve ser isolado de pessoas e de outros animais e acompanhado durante o período de observação. Segundo a Vigilância Ambiental, o acompanhamento é feito durante dez dias. Se o animal morrer, a equipe responsável deve ser acionada para realizar a coleta e encaminhar o material para análise.
A orientação também vale para morcegos encontrados mortos. A população deve evitar o contato direto e comunicar a Vigilância Ambiental pelo telefone (34) 3691-7120, para que o animal possa ser recolhido e encaminhado para análise, desde que esteja em condições adequadas para coleta.
A vacinação antirrábica é indicada para cães e gatos a partir dos três meses de idade. Animais gestantes, lactantes, muito debilitados ou com determinadas doenças devem ser avaliados antes da aplicação. Segundo a médica-veterinária Letícia Cardoso, além do estresse provocado pelo procedimento, alterações no estado imunológico podem interferir na resposta esperada à vacina.
A vacina da campanha pública protege especificamente contra a raiva e não substitui outras vacinas necessárias para cães e gatos. A orientação é que os tutores mantenham o calendário de vacinação dos animais atualizado e procurem um médico-veterinário para definir os cuidados adequados.
Outro cuidado importante é o transporte dos animais até os postos de vacinação. Cães devem ser levados com coleira e guia, enquanto os gatos devem ser transportados em caixas próprias. Para cães de grande porte ou que possam apresentar comportamento agressivo diante de pessoas ou outros animais, também pode ser necessária a utilização de focinheira.
A Vigilância Ambiental reforça que a prevenção depende da vacinação e da responsabilidade dos tutores, especialmente diante da possibilidade de contato dos animais domésticos com animais silvestres. A campanha será realizada neste sábado (3).