Postado em: 30/09/2026 - 11:21 Última atualização: 01/10/2026 - 11:03
Por: Manoelita Chagas/Caio César - Portal Imbiara

Greve dos empregados da Caixa chega ao fim e atendimento presencial é retomado em Araxá

Paralisação começou em 10 de setembro e teve como principal ponto de impasse as mudanças no Saúde Caixa

​​​​​​​Decisão do Tribunal Superior do Trabalho determinou o retorno dos trabalhadores e definiu regras para o novo acordo coletivo. Foto: Caio César

A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chegou ao fim nesta quarta-feira (30), após decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) no dissídio coletivo envolvendo a categoria. A paralisação havia começado em 10 de setembro e afetou o atendimento presencial nas agências, inclusive em Araxá. Com o encerramento do movimento, os trabalhadores devem retornar integralmente às atividades.

Antes do julgamento definitivo, o TST já havia determinado a manutenção de pelo menos 60% dos empregados da Caixa em atividade durante a greve, de forma presencial ou remota. A medida começou a ser cumprida no fim de setembro para garantir a continuidade dos serviços à população.

Decisão do TST

A decisão ocorreu depois que a Caixa recorreu à Justiça diante do impasse nas negociações com os representantes dos empregados. O principal ponto de divergência foi o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos trabalhadores, aposentados e dependentes. As partes não chegaram a um acordo durante as tentativas de mediação, e o caso foi levado ao TST.

Entre os pontos definidos estão a aplicação do reajuste baseado no INPC, acrescido de 0,6% de aumento real, sobre salários e demais verbas econômicas. A decisão também prevê o pagamento de um abono de R$ 3 mil aos empregados.

Os dias de paralisação deverão ser compensados pelos trabalhadores em até 180 dias. A decisão do TST considerou a greve não abusiva e determinou o retorno às atividades.

Saúde Caixa foi principal motivo da paralisação

As mudanças no Saúde Caixa estiveram no centro das negociações e foram apontadas pelos trabalhadores como o principal motivo para a manutenção da greve. A decisão judicial estabeleceu regras para o reajuste dos custos do plano e determinou a criação de um grupo de trabalho para discutir o déficit da assistência médica.

Segundo informações repassadas pelo Sindicato dos Bancários de Araxá e Região à reportagem, a entidade avalia que os termos definidos pelo TST não atenderam integralmente às reivindicações dos trabalhadores. A entidade também pretende manter a discussão sobre o Saúde Caixa nas próximas negociações.

O sindicato informou ainda que uma das próximas frentes de atuação será buscar, na negociação do acordo coletivo de 2028, que as regras do Saúde Caixa sejam tratadas separadamente do restante do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). 

Atendimento volta ao normal

Com o fim da greve, a expectativa é de retomada integral do atendimento presencial nas unidades da Caixa em Araxá e nas demais cidades. Durante a paralisação, serviços digitais, caixas eletrônicos e outros canais de atendimento continuaram disponíveis para parte das operações.

A greve teve início após o fim da vigência do acordo coletivo anterior, em 31 de agosto, e depois de tentativas de negociação entre a Caixa e as entidades representantes dos empregados. A paralisação nacional começou em 10 de setembro.

A nova decisão mantém ainda outras cláusulas do acordo coletivo anterior, incluindo regras relacionadas à Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A Convenção Coletiva dos bancários, firmada para o período até agosto de 2028, também prevê a recomposição pelo INPC com acréscimo de 0,6% de aumento real.