Postado em: 25/09/2026 - 16:03 Última atualização: 25/09/2026
Por: Caio César/Edvaldo Gomes/Letícia Cardoso - Portal Imbiara

Veterinária explica como escolher e armazenar corretamente a ração dos pets

Profissional destaca importância dos níveis de garantia, dos ingredientes e recomenda evitar ração vendida a granel

A médica-veterinária Dra. Thalita Rage nos estúdios da Rádio Imbiara. Foto: Caio César/Portal Imbiara

A escolha da ração deve considerar as necessidades individuais de cada animal e não apenas o preço ou a marca. A orientação foi dada pela médica-veterinária Dra. Thalita Rage durante entrevista ao programa Vida de Pet, da Rádio Imbiara 91,5 FM, desta sexta-feira (25).

Segundo a especialista, as rações comercializadas precisam atender aos níveis de garantia estabelecidos pela legislação, mas existem diferenças na qualidade dos ingredientes utilizados. “Todas as rações, sendo baratas ou caras, que estão no comércio, têm que atender aos níveis de garantia exigidos pela legislação”, explicou.

De acordo com Thalita, o que pode mudar é a qualidade dos ingredientes e o aproveitamento dos nutrientes pelo organismo do animal. “Dependendo da ração, nós temos ingredientes de melhor qualidade, que vão ser melhor aproveitados por esse animal. Então, cada ração vai ter um custo-benefício diferente”, afirmou.

A veterinária também explicou que a classificação entre ração econômica, prêmio, prêmio especial e superprêmio é utilizada pela indústria. “A ração econômica preocupa mais em ser barata. Ela atende às necessidades que a legislação pede, mas pode utilizar uma proteína de origem vegetal em vez de uma proteína de origem animal e menos gordura”, disse.

Já as categorias superiores podem apresentar ingredientes e aditivos diferentes. “A prêmio especial já é uma ração de melhor qualidade, geralmente não usa corantes artificiais e tem adição de alguns aditivos interessantes para a saúde do pet”, explicou.

Sobre os alimentos superprêmio, a veterinária destacou a maior preocupação com a composição e a absorção dos nutrientes. “Ela está focada em qualidade. Normalmente é uma receita fixa e tem altíssima absorção. O organismo do pet absorve os nutrientes necessários”, afirmou.

Outro alerta feito durante o programa foi sobre a venda de ração a granel. A orientação é que os tutores priorizem embalagens fechadas. “Essa prática a gente não recomenda. A ração fica exposta ao sol, à umidade e ao calor. A gente não tem garantia nenhuma do que está ali dentro”, alertou.

Segundo Thalita, o armazenamento inadequado também pode favorecer a deterioração do alimento. “Às vezes aquela ração que está no fundo já está toda rançosa, às vezes com bolor ou fungo, e a gente não está vendo e está oferecendo”, explicou.

A especialista recomenda, portanto, que o tutor compre o produto em sua embalagem original e mantenha a ração protegida de calor e umidade. “Eu acho que isso também é uma escolha muito importante na hora de comprar a sua ração: não escolher essas rações que estão abertas. Sempre optar pelo saco fechado, pelo pacote fechado de ração”, reforçou.

Thalita também destacou que a leitura do rótulo exige atenção. “A gente tem que olhar os níveis de garantia, olhar os ingredientes e buscar uma fonte confiável para entender o que significa aquele ingrediente”, orientou.

A avaliação veterinária também pode ajudar na escolha. Segundo ela, durante a consulta são analisados fatores como atividade física, rotina e condições de saúde do animal para definir a alimentação mais adequada.