Chocolate, cebola, alho, uva, xilitol e macadâmia estão entre os alimentos que exigem atenção dos tutores
Alguns alimentos comuns na alimentação humana podem provocar intoxicações e outros problemas de saúde em cães e gatos. O alerta foi feito pela médica-veterinária Dra. Thalita Rage durante participação no programa Vida de Pet, da Rádio Imbiara 91,5 FM.
Entre os alimentos que exigem maior atenção está o chocolate. Segundo a especialista, o produto é uma causa frequente de atendimentos veterinários, principalmente quando o animal consegue pegar o alimento deixado ao alcance. “O chocolate é tóxico. Ele tem a teobromina e pode causar problemas no sistema nervoso”, explicou.
A veterinária também citou cebola e alho. “Cebola e alho podem causar hemólise, que é como se quebrassem os glóbulos vermelhos do sangue. A longo prazo, isso pode causar anemia e outros problemas de saúde”, afirmou.
Uvas e uvas-passas também devem ser evitadas. A lista inclui ainda abacate, macadâmia (castanha/fruto seco) e produtos industrializados que contenham xilitol. “O xilitol é tóxico. A macadâmia também pode dar sinais graves de intoxicação, como vômito e tremor”, alertou Thalita.
Durante o programa, a especialista também foi questionada sobre frutas cítricas. A orientação é que frutas sejam oferecidas apenas em pequenas quantidades e sem substituir a alimentação principal. “Tudo a gente sempre oferece como petisquinho. É pouca quantidade, só para o cachorro ter aquele momento com o tutor ou um agrado em algum momento, mas nada exagerado para não desbalancear a alimentação”, explicou.
Outro alimento citado pelos ouvintes foi a salsicha. A veterinária não recomenda o produto como petisco para os cães. “Eu não indico de jeito nenhum. É muito industrializado, muito processado, tem muita gordura e nitrito”, afirmou.
Como alternativa, ela sugeriu alimentos mais simples. “Às vezes dá uma carninha desfiada de frango. Tenho certeza que tem uma aceitação muito boa e você vai estar dando muito mais qualidade”, disse.
A especialista também chamou atenção para os temperos utilizados na alimentação humana. Para cães idosos que precisam de uma alimentação mais macia, por exemplo, a carne pode ser utilizada sem alho, cebola ou excesso de sal. “Não precisa refogar. Só cozinha e coloca ali para atrair mais e facilitar para ela morder”, orientou.
Em caso de suspeita de intoxicação ou reação após o consumo de algum alimento inadequado, a recomendação é procurar atendimento veterinário.