Veterinária destaca diferenças entre as espécies e orienta tutores sobre rações, petiscos e alimentação natural
A alimentação adequada é um dos principais cuidados para garantir a saúde e a qualidade de vida de cães e gatos. O tema foi abordado no programa Vida de Pet, da Rádio Imbiara 91,5 FM, com a participação da médica-veterinária Thalita Rage, que possui pós-graduação em nutrição e atua com alimentação natural, produção de petiscos e atendimento nutricional de cães e gatos.
Segundo a veterinária, os alimentos destinados aos pets podem ser classificados de acordo com o papel que desempenham na dieta. “Existem os alimentos completos para cães e gatos, que atendem todas as necessidades nutricionais e energéticas. Você pode dar exclusivamente aquele alimento. São as rações, os sachês e também a alimentação natural”, explicou Thalita.
A profissional também destacou que petiscos e biscoitos não devem substituir a alimentação principal. “Existem os alimentos específicos, que atendem parcialmente as necessidades nutricionais. Eu não posso dar esse alimento exclusivamente. Aqui entram os petiscos e os biscoitinhos”, afirmou.
Já os alimentos mastigáveis possuem outra finalidade. “Eles têm um valor nutricional desprezível e são dados mais como agrado, como alguns ossinhos”, explicou.
Um dos principais alertas feitos durante a entrevista foi sobre a diferença entre as necessidades nutricionais de cães e gatos. De acordo com Thalita, a alimentação de uma espécie não deve ser utilizada como substituta da outra. “Gato é carnívoro, então tem necessidades nutricionais de taurina e de ácido araquidônico, que vêm de fontes de proteína animal. Já os cães são onívoros e conseguimos contemplar outros alimentos”, explicou.
A veterinária também chamou atenção para os animais que costumam comer a ração destinada à outra espécie. “A comida do cachorro é feita para o cachorro e a do gato é feita para o gato. Eles têm necessidades nutricionais diferentes”, reforçou.
Outro ponto abordado foi a definição da dieta ideal. Segundo Thalita, não existe uma alimentação única que possa ser considerada adequada para todos os animais. “O ideal é individual. É preciso avaliar o paciente, o estilo de vida dele, o que ele está acostumado e, principalmente, no caso dos gatos, que são muito seletivos”, afirmou.
A rotina e as condições financeiras do tutor também podem ser consideradas durante a escolha da alimentação. “A gente precisa definir de acordo tanto com o animal quanto com o tutor, com a disponibilidade dele de adquirir uma ração mais cara ou oferecer um alimento natural”, explicou.
Para a especialista, a alimentação deve ser encarada como parte da prevenção de doenças. “A alimentação é um dos pilares da saúde dos animais. É muito importante. Às vezes a gente acha que está muito caro, mas é um investimento”, destacou.
Thalita ainda recomendou que os tutores procurem orientação profissional antes de fazer mudanças significativas na dieta dos animais. “Vamos fazer esse investimento e procurar bons profissionais, orientação, evitar ficar procurando essas ideias mirabolantes de dieta sem acompanhamento, para a gente não causar problema para a saúde do pet”, concluiu.