Data celebrada em 25 de setembro marca a história da radiodifusão brasileira; pesquisa recente mostra que o rádio continua presente na rotina de milhões de brasileiros
O rádio atravessa gerações e continua ocupando um espaço importante na comunicação brasileira. Celebrado em 25 de setembro, o Dia Nacional do Rádio homenageia o nascimento de Edgar Roquette-Pinto, considerado um dos principais nomes da história da radiodifusão no país. A data foi oficialmente instituída pela Lei nº 15.101/2025.
A primeira transmissão radiofônica oficial no Brasil ocorreu em 7 de setembro de 1922, durante as comemorações do centenário da Independência. No ano seguinte, Roquette-Pinto participou da criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, posteriormente Rádio MEC, contribuindo para a consolidação do rádio como meio de informação, educação e entretenimento.
Mais de um século depois, o rádio segue acompanhando as transformações tecnológicas e mantendo forte presença na vida dos brasileiros. Dados divulgados nesta semana pelo Audio Pulse 2026, estudo do Ibope, mostram que o meio alcança 77% da população em 13 regiões metropolitanas pesquisadas. Entre os ouvintes, o tempo médio de consumo chega a 3 horas e 38 minutos por dia.
O alcance também aparece de forma consistente entre as diferentes regiões analisadas. Em todas as praças pesquisadas, o rádio supera 70% de alcance. Na Grande Belo Horizonte, por exemplo, o índice chega a 82%, um dos maiores registrados pelo levantamento.
Informação e credibilidade
Além do alcance, a pesquisa evidencia a importância do rádio como fonte de informação. Entre os ouvintes, 36% acompanham noticiários locais, enquanto 31% ouvem notícias de trânsito e outros 31% acompanham esportes e futebol ao vivo.
A confiança também aparece entre os principais atributos do meio. Segundo o Audio Pulse 2026, 67% dos ouvintes afirmam confiar no rádio para se manter informados, enquanto 59% recorrem ao meio para obter uma atualização rápida das notícias.
Esse vínculo está relacionado à própria característica do rádio: a capacidade de levar informação de maneira rápida e próxima do cotidiano das comunidades. Em cidades do interior, as emissoras também cumprem papel importante na prestação de serviços, divulgação de informações de interesse público, cobertura de acontecimentos locais e interação direta com os ouvintes.
Rádio também está no ambiente digital
A pesquisa mostra ainda que o consumo de áudio não está restrito ao aparelho tradicional. O rádio passou a ocupar diferentes plataformas e acompanha o público também por meio de celulares e ambientes digitais.
Segundo o levantamento, 60% dos ouvintes de rádio também consomem streaming de música, enquanto 31% ouvem podcasts. Considerando todos os formatos, 93% da população brasileira consumiu algum tipo de conteúdo em áudio nos 30 dias anteriores à pesquisa.
Os números mostram um cenário em que rádio, streaming e podcasts convivem dentro de um mesmo ecossistema de áudio. Para as emissoras, isso amplia as possibilidades de distribuição de conteúdo e permite que a relação com o público ultrapasse as ondas tradicionais.
Neste Dia Nacional do Rádio, a história do meio se encontra com os novos hábitos de consumo. O rádio mantém uma característica construída ao longo de décadas: estar próximo das pessoas, levando informação, serviço, entretenimento e companhia, enquanto incorpora novas tecnologias para continuar presente onde o público está.