Postado em: 18/09/2026 - 10:27 Última atualização: 18/09/2026 - 18:21
Por: Manoelita Chagas/Caio César - Portal Imbiara

Limpeza preventiva de bueiros é reforçada em Araxá antes do período chuvoso

Serviço começou na primeira semana de setembro e seguirá até março, com prioridade para avenidas e pontos de escoamento considerados mais críticos

De acordo com a secretária de Serviços Urbanos, embora as principais vias sejam atendidas primeiro, a limpeza é realizada em toda a cidade. Foto: Caio César

A limpeza preventiva de bueiros foi iniciada na primeira semana de setembro em Araxá, com o objetivo de preparar o sistema de drenagem da cidade para o período chuvoso. O trabalho seguirá até março e contempla diferentes regiões do município, com prioridade para as principais avenidas e áreas que concentram o escoamento da água.

A secretária de Serviços Urbanos, Ana Tereza Ávila, explicou que a programação considera especialmente os bairros localizados em áreas mais altas, onde a água segue em direção à Avenida João Paulo II. Segundo ela, esse é um dos pontos que recebem atenção prioritária durante a execução do serviço. “A limpeza de bueiros iniciou agora na primeira semana de setembro para a prevenção do período chuvoso, que é o foco nas principais avenidas e nos escoamentos dos bairros altos para a Avenida João Paulo II, que é a nossa maior preocupação.”

De acordo com a secretária, embora as principais vias sejam atendidas primeiro, a limpeza é realizada em toda a cidade. O serviço faz parte de uma programação anual e é intensificado entre setembro e março, período que antecede e acompanha a temporada de chuvas.

Resíduos descartados de forma irregular

Durante as intervenções, as equipes também encontram diferentes tipos de materiais dentro dos bueiros. Entre os objetos já retirados estão equipamentos e resíduos que não deveriam ser descartados na rede de drenagem. “Nesse pequeno intervalo que a gente fica com ela paralisada, que é no período de seca, a gente encontra de tudo, né, Caio? Nesse período a gente encontra de liquidificador até pedaço de televisão dentro dos bueiros.”

Ana Tereza reforçou que o descarte irregular de lixo e resíduos da construção civil pode comprometer o escoamento da água da chuva. A orientação é que os moradores utilizem os serviços regulares de coleta e evitem deixar restos de materiais nas calçadas, onde podem ser levados pela chuva para os bueiros. “Bueiro não é lixo, bueiro é para a drenagem da água pluvial. A gente pede para o descarte ser da forma regular, colocar seu lixo no horário correto e evitar resto de construção que fica no passeio, que vai assoreando a nossa drenagem toda.”

Solicitações podem ser feitas pelos moradores

Além da programação das equipes, os moradores podem solicitar a limpeza de bueiros quando identificarem alguma situação que precise de atendimento. Segundo a secretária, a orientação é utilizar o Colab, ferramenta que permite registrar a solicitação e acompanhar a resposta sobre o atendimento. “Tem essa possibilidade sim. Tem o atendimento via Colab, que a gente pede para que seja via Colab para a gente conseguir números e gráficos, que são pontuais, porque a gente responde para o morador no Colab se foi resolvido ou não.”

A utilização da plataforma também permite ao município reunir informações sobre as solicitações e identificar os locais que demandam intervenções.

Secretária cita redução de alagamentos

Durante a entrevista à Rádio Imbiara, Ana Tereza também comentou sobre o funcionamento da drenagem na Avenida João Paulo II. Segundo ela, o trabalho de limpeza realizado nos últimos dois anos contribuiu para reduzir ocorrências de alagamento no local. “Não temos alagamento. Faz dois anos que a gente está fazendo esse trabalho, é o segundo ano, e a gente conseguiu reduzir muito o número de alagamentos.”

A secretária explicou ainda que episódios de grande volume de chuva em um curto período podem provocar acúmulo temporário de água, situação que, segundo ela, é diferente de um alagamento persistente. Nesses casos, as equipes acompanham o escoamento. “Quando isso acontece, a gente monitora e não passa de um minuto a dois minutos para a água estar escoando totalmente.”