Empregados votam na próxima segunda (21) proposta que prevê maior participação do banco no plano de saúde
A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal, iniciada nacionalmente no dia 10 de setembro e com adesão em Araxá, pode chegar ao fim após uma nova proposta apresentada pelo banco para o Saúde Caixa. O plano de saúde é apontado como o principal ponto de impasse nas negociações que levaram os trabalhadores à paralisação por tempo indeterminado.
De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Comissão Executiva dos Empregados, a nova proposta amplia a participação financeira da Caixa no plano de saúde e mantém regras reivindicadas pelos trabalhadores.
Entre os pontos apresentados estão a manutenção do chamado pacto intergeracional, sem cobrança diferenciada por faixa etária, e a permanência do Saúde Caixa no acordo coletivo de trabalho. Para 2026, não haverá reajuste nas mensalidades do plano. A Caixa também ficará responsável por absorver o déficit do Saúde Caixa, segundo as entidades sindicais.
A proposta também estabelece regras para o desconto dos dias parados. O dia de paralisação realizado em 20 de agosto será abonado. Já os dias úteis de greve deverão ser compensados pelos empregados em até 180 dias, caso a proposta seja aprovada.
O texto será submetido à votação dos trabalhadores em assembleias eletrônicas previstas para a próxima segunda-feira, 21 de setembro. A proposta foi construída durante uma rodada de negociações iniciada na quarta-feira, em São Paulo, e que avançou durante a madrugada desta quinta-feira.
Até a realização das assembleias, a greve permanece em andamento. A definição sobre a continuidade ou o encerramento da paralisação deverá ocorrer após a votação dos empregados.
As informações foram atualizadas nesta quinta-feira (17), durante o programa Imbiara Notícias, da Rádio Imbiara 91,5 FM.