Estrutura BR terá capacidade ampliada de 80 milhões para 122,4 milhões de metros cúbicos e poderá estender a vida útil da operação em aproximadamente 11 anos
A Mosaic protocolou junto à Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) um pedido de Licença de Operação (LO) para a ampliação da barragem de rejeitos BR, localizada no Complexo de Mineração de Tapira, no Triângulo Mineiro. As informações foram divulgadas pelo Jornal O Fator, em reportagem publicada nesta terça-feira (15).
A mineradora já possui licença prévia e licença de instalação para o empreendimento. A licença de instalação foi concedida em novembro de 2023 e autorizou o alteamento da estrutura. Agora, a empresa busca a autorização ambiental para colocar a barragem ampliada em operação.
Segundo informações do processo de licenciamento ambiental, a barragem BR tinha capacidade para armazenar 80 milhões de metros cúbicos de rejeitos antes da ampliação. Com as obras, a capacidade passou para 122,4 milhões de metros cúbicos, um aumento de aproximadamente 53%.
A área ocupada pela estrutura também será ampliada. O empreendimento terá um acréscimo de 158,8 hectares, chegando a uma área total de 585 hectares.
De acordo com a Mosaic, a ampliação deverá proporcionar um aumento de aproximadamente 11 anos na vida útil da barragem. A empresa afirma ainda que novas intervenções poderão permitir que a estrutura tenha sua utilização estendida por mais de 34 anos.
Risco baixo e dano potencial alto
De acordo com dados do sistema da Agência Nacional de Mineração (ANM) citados na reportagem, a barragem BR possui categoria de risco baixa e dano potencial associado alto. A classificação considera aspectos relacionados à estrutura e aos possíveis impactos em caso de acidente.
A BR é apontada como a segunda maior barragem da Mosaic em Tapira, ficando atrás da BL-1, que possui capacidade de 232,5 milhões de metros cúbicos. Ao todo, a empresa mantém sete barragens no município.
Em nota, a Mosaic confirmou o pedido de licença e explicou que o alteamento da barragem BR tem como objetivo ampliar a capacidade de armazenamento dos rejeitos gerados no beneficiamento de rocha fosfática no Complexo de Mineração de Tapira.
A empresa também informou que a licença de instalação existente autoriza o alteamento da estrutura até a cota de 1.210 metros, intervenção considerada necessária, segundo a mineradora, para a continuidade operacional da unidade.
Fonte: Jornal O Fator.