BEM BRASIL
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Postado em: 13/08/2026 - 17:04 Última atualização: 13/08/2026
Por: Caio César/Carlos Nunes/Silvio Gonçalves - Portal Imbiara

“Eu não vivo de ideia, nós vivemos de conceito”, afirma Daniel Nacati, da Atrês Comunicação

Publicitário destaca que criatividade precisa estar alinhada a uma estratégia de comunicação para gerar resultados

Daniek Nacati nos estúdios da Rádio Imbiara. Foto: Caio César/Portal Imbiara

O planejamento estratégico deve ser o ponto de partida para qualquer ação de comunicação empresarial. Essa é uma das principais defesas apresentadas pelo publicitário Daniel Kiyoshi Nacati, da Atrês Comunicação, durante entrevista ao programa Conexão Imbiara – Economia e Negócios.

Segundo Nacati, um dos principais desafios do setor é lidar com a expectativa de empresários que buscam resultados imediatos e chegam às agências com ações previamente definidas, como campanhas para redes sociais, mídia paga ou produção de vídeos.

Para ele, o trabalho profissional começa antes da escolha dos meios de comunicação. A Atrês procura realizar um diagnóstico da empresa, compreender seus objetivos e, a partir dessas informações, elaborar um pré-planejamento. “Quando o cliente aceita esse processo, essa questão do imediatismo dele acaba reduzindo, porque ele entende que a gente tem um plano para chegar àquele objetivo”, explicou.

O publicitário também destacou que, quanto maior for o acesso da agência às informações da empresa, mais precisa tende a ser a estratégia. Entre os dados que podem ser analisados estão faturamento, número de clientes, ticket médio e volume de vendas.

Nacati citou como exemplo um trabalho realizado com uma empresa do varejo, no qual as metas de comunicação eram alteradas de acordo com o comportamento das vendas. Em determinados momentos, o objetivo era aumentar o número de consumidores; em outros, elevar o valor médio das compras.

A lógica, segundo ele, demonstra que não existe uma única fórmula de comunicação. A estratégia precisa acompanhar o objetivo definido pela empresa.

Outro ponto abordado foi a relação entre os diferentes meios de comunicação. Para Nacati, rádio, televisão, mídia exterior e plataformas digitais não devem necessariamente ser tratados como concorrentes, mas como ferramentas que podem cumprir funções diferentes dentro de uma mesma estratégia.

O publicitário defendeu ainda que cada veículo possui características próprias de alcance e impacto. Por isso, a escolha dos meios deve partir do objetivo da campanha e do público que se pretende alcançar.

Na avaliação de Nacati, o avanço das redes sociais e da inteligência artificial tornou esse processo ainda mais desafiador, principalmente porque ampliou o acesso das empresas a ferramentas de produção de conteúdo.

Apesar disso, ele afirma que a tecnologia não substitui a estratégia. A ideia, segundo o publicitário, deve estar subordinada a um conceito maior de comunicação. “Eu não vivo de ideia, nós vivemos de conceito. A ideia vem para um determinado conceito, e esse conceito a gente desdobra na comunicação de um cliente por inteiro”, afirmou.

Para Nacati, seguir um planejamento também contribui para reduzir custos e tornar os resultados mais sustentáveis no longo prazo. A comunicação, segundo ele, precisa ser construída como uma parceria entre agência e empresa, com responsabilidades compartilhadas e objetivos claramente definidos.