Veterinária Letícia Cardoso alerta para prevenção em casas com cães e gatos e orienta sobre os riscos de picadas em animais
Com a chegada do período de estiagem e das temperaturas mais elevadas, os cuidados para evitar o aparecimento de escorpiões devem ser reforçados dentro de casa e nos quintais. O alerta também vale para os tutores de animais de estimação, já que cães e gatos podem ser vítimas de picadas ou até entrar em contato direto com o aracnídeo.
Durante participação no quadro Vida de Pet, a médica veterinária Dra. Letícia Cardoso destacou que o escorpião amarelo é uma das espécies que mais preocupa devido à sua capacidade de adaptação e ao risco do veneno para seres humanos e animais.
Segundo a veterinária, a limpeza dos ambientes é uma das principais formas de prevenção. “É muito importante que você faça a limpeza da sua casa cada vez mais, não junte entulhos ou qualquer outro tipo de sujeira, porque os escorpiões, principalmente o escorpião amarelo, são um perigo para todos do lar, especialmente para os pets”, explicou.
A espécie possui grande resistência e consegue sobreviver em diferentes ambientes. O escorpião amarelo pode permanecer submerso por até 48 horas e tem a capacidade de se reproduzir sem a necessidade de um macho, aumentando o potencial de proliferação.
Nos animais, a picada pode causar sintomas como dor intensa, inchaço, vermelhidão, vômitos, tremores, dificuldade para respirar e, em casos mais graves, convulsões. A orientação é procurar atendimento veterinário imediatamente ao suspeitar de uma picada. “Não existe um procedimento caseiro seguro e eficaz para neutralizar o veneno. O ideal é levar o animal para uma emergência veterinária”, reforçou Letícia Cardoso.
A veterinária também chamou atenção para o comportamento dos gatos, que costumam caçar pequenos animais e podem acabar entrando em contato com escorpiões. “O gato tem esse hábito de caçar. Muitas vezes ele consegue não ser picado, mas também pode colocar a presa na boca. Já aconteceu de uma estagiária me ligar dizendo que a gata estava com um escorpião na boca. Então, é preciso ter muito cuidado”, contou.
Segundo a especialista, o controle dos escorpiões passa principalmente pela eliminação de locais que servem de abrigo e das presas que fazem parte da alimentação do aracnídeo, como baratas, cupins e formigas.
Ela ainda orienta atenção ao uso de produtos de controle de pragas, para evitar riscos de intoxicação nos animais. “Algumas medidas podem ajudar na prevenção, mas é preciso cuidado para que cães e gatos não tenham contato com produtos aplicados nos ambientes”, explicou.
Com a previsão de aumento das temperaturas e da umidade nos próximos meses, a recomendação é manter quintais limpos, evitar acúmulo de materiais e observar principalmente locais onde os pets costumam circular.