Tecnologia conhecida como ovitrampa será utilizada para monitorar a presença do Aedes aegypti e direcionar as ações de combate ao mosquito
A Prefeitura de Araxá, por meio da equipe de Vigilância em Saúde, iniciou a implantação de ovitrampas, uma nova ferramenta que será utilizada para fortalecer o monitoramento do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Em entrevista ao Grupo Imbiara de Comunicação, o supervisor-geral dos Agentes de Endemias, Paulo Henrique Honorato, explicou que a tecnologia permitirá acompanhar de forma contínua o nível de infestação do mosquito e direcionar as ações de combate para os locais mais críticos.
Segundo ele, diferentemente do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), que aponta os bairros com maior infestação em determinado período, as ovitrampas possibilitam avaliar se as medidas adotadas estão surtindo efeito.
"Vamos saber quais bairros apresentam maior infestação e também se as ações realizadas foram efetivas ou se será necessário modificar a estratégia", explicou.

Paulo Henrique Honorato, supervisor-geral dos Agentes de Endemias de Araxá, explica como as novas armadilhas para monitoramento do Aedes aegypti vão reforçar o combate à dengue no município. Foto: Caio César
Monitoramento permanente
Ao todo, mais de 200 ovitrampas serão distribuídas pelo município, cobrindo mais de 80% da área urbana. As armadilhas serão instaladas aproximadamente a cada 300 metros, seguindo um planejamento técnico elaborado pela equipe de endemias.
De acordo com Paulo Henrique Honorato, o monitoramento será realizado de forma contínua, permitindo respostas mais rápidas às mudanças no índice de infestação.
As informações obtidas também auxiliarão no direcionamento de outras ações, como o sobrevoo de drones utilizados para identificar possíveis criadouros do mosquito em áreas de difícil acesso.
Como funciona a ovitrampa
Apesar do nome, a ovitrampa não serve para capturar o mosquito adulto. O equipamento funciona como uma armadilha para a coleta de ovos do Aedes aegypti.
A quantidade de ovos depositados nas armadilhas permite aos técnicos medir o nível de infestação em cada região da cidade e definir onde as equipes deverão concentrar os trabalhos de prevenção e eliminação de criadouros.
Segundo o supervisor, a população pode ficar tranquila, pois as armadilhas possuem mecanismos de controle que impedem que se transformem em novos focos do mosquito.
Participação da população é fundamental
As ovitrampas podem ser instaladas em residências e estabelecimentos comerciais, sempre mediante autorização dos proprietários.
Paulo Henrique Honorato informou que algumas armadilhas já foram instaladas, mas houve resistência de moradores em determinados locais. Por isso, ele reforçou o pedido para que a população colabore com o trabalho dos agentes de endemias.
"É importante que os moradores recebam bem os agentes e autorizem a instalação das ovitrampas quando solicitado. Esse trabalho é realizado em benefício de toda a população."
Ele ressaltou ainda que a implantação da nova tecnologia não substitui as demais ações desenvolvidas pelo município, como visitas domiciliares, eliminação de criadouros, utilização de drones e atividades de orientação à população.
Combate continua
Mesmo com a adoção da nova ferramenta, a Prefeitura reforça que o combate à dengue depende também da participação dos moradores, que devem eliminar recipientes com água parada e manter quintais e terrenos limpos.
Atualmente, Araxá registra mais de 400 casos de dengue, cenário que mantém o alerta para a necessidade de intensificar as ações de prevenção e controle do mosquito transmissor.
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