Postado em: 31/05/2026 - 09:55 Última atualização: 31/05/2026 - 11:22
Por: Caio César/Carlos Nunes - Portal Imbiara

Prepare o bolso: Conta de luz fica mais cara em Minas Gerais

Reajuste aprovado pela Aneel entrou em vigor e afeta cerca de 9,8 milhões de consumidores da Cemig

Tarifa residencial teve reajuste de 5,2%, enquanto grandes consumidores enfrentarão alta de 9,43%. Foto: Caio César/Portal Imbiara

Os consumidores mineiros já começam a sentir no bolso o aumento na conta de energia elétrica. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um reajuste tarifário médio de 6,5% para os clientes atendidos pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). As novas tarifas já estão em vigor em todo o estado.

Para os consumidores residenciais, que representam a maior parte da base de clientes da concessionária, o reajuste foi fixado em 5,2%. Já para os consumidores atendidos em média e alta tensão, como indústrias e grandes empresas, o aumento será de 9,43%, resultando em um efeito médio de 6,5%.

Segundo a Cemig, o reajuste atinge aproximadamente 9,8 milhões de unidades consumidoras em Minas Gerais. A homologação foi realizada pela diretoria da Aneel durante reunião realizada em Brasília na última terça-feira (26).

De acordo com a concessionária, os principais fatores que contribuíram para o aumento deste ano foram os custos relacionados à geração de energia elétrica. A empresa também apontou o crescimento dos subsídios e incentivos destinados à geração distribuída, especialmente à energia solar fotovoltaica, como um dos componentes que impactaram o cálculo tarifário.

A Cemig esclareceu que o reajuste não será percebido integralmente em uma única fatura. Como o período de leitura varia de acordo com cada consumidor, as próximas contas poderão apresentar valores proporcionais, combinando dias faturados pela tarifa antiga com dias cobrados pelo novo valor.

Outro ponto destacado pela concessionária é que a maior parte dos recursos arrecadados por meio das contas de energia não permanece com a distribuidora. Segundo a empresa, cerca de 72,7% do valor pago pelos consumidores é destinado a custos definidos pela regulação federal e repassado aos demais segmentos do setor elétrico.

Esse percentual inclui despesas com a compra de energia, encargos setoriais, custos de transmissão e tributos, como ICMS, PIS e Cofins, além da contribuição para a iluminação pública cobrada pelos municípios.

Com a atualização das tarifas, os consumidores mineiros terão mais um impacto no orçamento doméstico, em um cenário marcado pelo aumento constante dos custos dos serviços essenciais.