Escuta pública vai ajudar na criação de políticas voltadas a crianças de 0 a 6 anos no município
A Prefeitura de Araxá está promovendo uma escuta coletiva com a população para levantar informações sobre a realidade da primeira infância no município. A iniciativa faz parte do programa MaPI (Ministério Público pela Primeira Infância), conduzido pelo Ministério Público de Minas Gerais, e segue com participação aberta até o dia 30 de abril.
O objetivo da ação é reunir percepções da comunidade sobre o atendimento, os serviços e as condições oferecidas às crianças de 0 a 6 anos e também às gestantes. As informações coletadas irão subsidiar a elaboração do Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI), documento que estabelece diretrizes, metas e ações voltadas ao desenvolvimento integral das crianças.
A participação é feita de forma online, por meio de um formulário disponível no link tinyurl.com/yeynsswd ou pelo QR Code divulgado nas peças oficiais da campanha. Segundo a administração municipal, o processo busca ampliar o diálogo com a sociedade e garantir que as políticas públicas sejam construídas com base na realidade local.
De acordo com a subsecretária de Assistência Social, Cristiane Gonçalves Pereira, a escuta é essencial para um planejamento mais eficiente. Ela destaca que a proposta é reunir diferentes visões da população sobre os espaços e atendimentos voltados à primeira infância, permitindo identificar demandas e prioridades do município.
Planejamento de longo prazo
O Plano Municipal pela Primeira Infância é uma ferramenta estratégica que orienta ações intersetoriais nas áreas de saúde, educação e assistência social. A construção desse tipo de documento é incentivada por órgãos como o Ministério Público e segue diretrizes nacionais voltadas à garantia de direitos na infância.
A iniciativa em Araxá também conta com o apoio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), reforçando a importância da participação social na formulação de políticas públicas. A expectativa é que, com maior engajamento da população, o plano reflita de forma mais fiel as necessidades das famílias e contribua para melhorias concretas na qualidade de vida das crianças.

Foto: PMA