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Postado em: 08/04/2026 - 15:51 Última atualização: 09/04/2026 - 12:09
Por: Caio César - Portal Imbiara

Araxá e Patrocínio: Mosaic paralisa duas unidades e inclui ativos de Araxá em plano de venda

A paralisação das unidades de Araxá e Patrocínio deve impactar diretamente o quadro de funcionários nas duas cidades, com previsão de reduções

Em Araxá, a Mosaic está instalada na movimentada avenida Arafétil. Foto: Arquivo Portal Imbiara

A Mosaic anunciou, nesta terça-feira (8), a paralisação das operações no Complexo Mineroquímico de Araxá e das atividades de mineração no Complexo de Patrocínio, em Minas Gerais. A decisão faz parte de uma estratégia da companhia para reduzir custos e reorganizar a alocação de capital.

Com a medida, a empresa também confirmou a intenção de vender os ativos localizados em Araxá, enquanto mantém o desenvolvimento do projeto de nióbio em Patrocínio. Segundo a companhia, os estudos técnicos relacionados ao projeto já estão em fase final, incluindo etapas de amostragem e análise.

A paralisação das unidades deve impactar diretamente o quadro de funcionários nas duas cidades, com previsão de reduções. Durante o processo de desmobilização, a Mosaic informou que todas as atividades seguirão as normas de segurança, meio ambiente e gestão de barragens.

De acordo com a empresa, a interrupção das operações resultará na redução de cerca de 1 milhão de toneladas na produção anual de fosfato da Mosaic Fertilizantes. Apesar disso, o impacto financeiro deve ser limitado, influenciado pelos atuais preços elevados do enxofre, desconsiderando os custos pontuais de desmobilização.

Caso a venda dos ativos de Araxá seja concretizada, a expectativa é de uma redução significativa nos custos, com economia anual entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões em investimentos de capital, além de US$ 70 milhões a US$ 80 milhões em despesas operacionais.

A Mosaic também prevê um impacto contábil bruto entre US$ 350 milhões e US$ 400 milhões no primeiro trimestre de 2026. Desse total, a maior parte está relacionada à desvalorização de ativos destinados à venda, além de custos com rescisões contratuais e outras despesas ligadas ao encerramento das atividades.

Em nota, o presidente e CEO da empresa, Bruce Bodine, afirmou que a decisão busca garantir maior eficiência financeira. “Acreditamos que paralisar as operações das unidades e buscar uma oportunidade de venda é o caminho certo a seguir”, afirmou. Segundo ele, a estratégia está alinhada ao objetivo de maximizar retornos e manter disciplina na gestão de recursos. “Essa decisão reflete o compromisso contínuo da Mosaic com a disciplina na alocação de capital e na maximização dos retornos. Agradecemos aos nossos funcionários de ambas as unidades. Seus anos de compromisso com a segurança e suas contribuições para ajudar o mundo a produzir os alimentos de que precisa são parte essencial do nosso sucesso”, destacou.

A Mosaic é uma das principais produtoras globais de fertilizantes fosfatados e potássicos, com atuação em mais de 40 países.